Não tiro a razão da Ciência

A verificação comprovada da fragilidade da vida humana num universo perigoso e imprevisível, as coincidências absurdas para o surgimento da vida e um verdadeiro “milagre” para mantê-la, fornecem todas as justificativas lógicas para o Ateísmo oficial…

Coyne ilustra a CiênciaQuem quer que tenha gosto e tempo para assistir documentários ou filmes dos livros nos quais se baseiam, deverá um dia já ter visto alguma coisa com o tema replicadíssimo da Astronomia cética, ou da Ciência dita Oficial, para quem o universo não passa de um vazio imenso e caótico onde a vida só ocorreu – por mera coincidência – num planetóide azul, situado num gueto de galáxia em rota de colisão com outra! E mais, terá visto também que todo o quadro encontrado na varredura do cosmos reflete justamente isso, ou seja, um imenso absurdo sem sentido, traduzido pelas expressões de Carl Sagan quando disse que “nós humanos nada mais somos que o universo pensando sobre si mesmo”. Enfim, este artigo tentará ver as coisas como a Ciência vê, dando a ela a parcela de razão que a moderna Cosmologia tem lhe dado, e como se o Cristianismo não tivesse deixado toda a Lógica a favor de uma inteligência criadora por trás do aparentemente infinito vazio.

Tal quadro absurdo comporta, no mínimo, uma saída inteligentíssima (permitida sabe-se lá por quem – falando aqui como se crer em Deus fosse outro absurdo), que dá aos agentes do Mal todas as chances de ocultar as suas ações malignas, o que quase nos obriga a encarar Deus como sendo ele mesmo um promotor da maldade, já que permite o mal rolar solto e não mostra “sua cara” para gerar esperança de salvação. Noutras palavras, “se Deus existisse”, por que permitiria que os agentes das trevas agissem sem deixar rastros – exibindo a mentira do espaço vazio – e Ele ainda ficasse tanto tempo assistindo a maldade ganhar corpo (literalmente, com o nascimento do próximo antiCristo) na Terra? Isto é: Por que Deus não permite que PROVAS CONCRETAS da vida extraterrestre vazem para a Ciência e esta reconheça que somente um Deus poderia ter criado tantos planetas habitáveis, ao invés de manter-se em oculto à espera de nossa fé, que “ouve” os cientistas e enxerga o vazio?

Zecharia Sitchin1Enfim, nosso Planeta tem sempre este cheiro de injustiça no ar, e ela não poupa a ninguém com mais de 7 anos de idade, embora hoje em dia até as criancinhas estão sendo levadas ao ceticismo e a rir de papai Noel!… A injustiça é também óbvia: se Deus existe, e se a visão de sua Face iria ajudar algumas almas trêmulas a crer (como ajudou a São Tomé), por que só Tomé teve aquela bênção inefável de comprovação da concretude de Deus? Teria Jesus desobedecido o plano de seu Pai de ficar em oculto, ou estará Deus-pai “errando” por desobedecer a Jesus que lhe pede transparência e teofania? (Poder-se-ia pensar num “conflito de deuses”? Estariam certos os gregos e suas teodiceias? Estaria certo Zecharia Sitchin?): Pois bem: aqui estão perguntas que não querem calar, e nós temos o dever de cumprir toda a Justiça, como disse Jesus.

Com efeito, o leitor cristão deve estar percebendo que, para chegar a PENSAR do jeito que pensa um maldito cético, este articulista teria que falar como um descrente irônico, e tratar Deus como se o Senhor fosse um chantagista e a Trindade um panteão grego, com inúmeros deuses, e a tratar tudo com achismo e sem qualquer bom senso! Porém aqui fica a dica antecipada e meu pedido de compreensão, até porque vou precisar desta para chegar a bom termo nesta loucura!

Porquanto é loucura braba tudo isso, mesmo a mais rápida e mais insignificante tentativa de entender o Universo inteiro como mera obra do acaso infinito, aquele que – em tese esquizofrênica – teria gestado uma série incontável de coincidências e nenhuma delas “estranhar” a outra, como se a matemática da Terra, que prova a raridade – quase um “milagre” – de uma sequência numérica complexa se repetir ad eternum em qualquer espaço-tempo, não funcionasse fora de nossa atmosfera e ali, no espaço profundo, fosse normal e comum alguém ganhar na loteria todas as vezes que joga, ou até que se ganhasse na loteria mesmo sem jogar!

Olavo de Carvalho - CAPAPorque é isto o que se requer da mente humana, da lógica mais perfeita, supor que depois de bilhões de anos de caos e destruição, sem qualquer comando inteligente, o universo prosseguisse sua sina de riscos ininterruptos e desconstruções trágicas e depois disso tudo produzisse a vida, e esta, uma vez nascida, seguisse outra série infinita de coincidências até gestar a inteligência humana! Puxa! É imaginação demais este exercício de fé! Estava certo o Olavo de Carvalho quando nos ensinou que é preferível crer nas aparentemente infantis histórias bíblicas do que no que dizem os cientistas, pois eles arranjam muito mais coisas e coisas muito mais difíceis de acontecer para depois exigir de nós a crença de um universo sem Deus! (Confira AQUI).

Inobstante, este comentário visa mostrar A RAZÃO da Ciência, e esta só pode ser erigida aqui se o leitor conseguir verificar que, a partir de um “acobertamento proposital” de Deus (o chamado “Silêncio de Deus”) que não permite nenhuma prova concreta de sua existência, os cientistas ficariam obviamente tateando no escuro, já que é impossível encontrar quem não quer ser encontrado! Assim sendo, receber todo dia informação da NASA e outras agências de pesquisa do espaço sideral a dizer que nenhum sinal de vida extraterrestre chegou às antenas da radioastronomia, não pode ser nada que espante o crente inteligente, e muito menos o desanime, pois o próprio Deus estaria por trás do Cover-up, e perfeitamente justificado pela justiça de uma salvação pela fé, cuja lógica exige confiança cega para ser válida!

E os exemplos de eventos neste mister são inúmeros, a começar do fato de que “a mera equação astronômica que obriga a aceitar a existência humana como dependente exclusiva da estreita faixa biológica da órbita terrestre, exige a crença de que não haja vida em nenhum outro lugar do Universo, e que nossa vida apenas subsiste enquanto dura esta aparentemente longa faixa de tempo entre o nascimento e a morte do Sol”. Ou seja: já que Deus não se mostra a ninguém e nem os alienígenas se dão a conhecer, fica 100% lógico acreditar que somente a Terra tem vida em todo o Universo, e que esta vida também é insignificante em termos astronômicos, pois o tempo inteiro de sua permanência neste Planeta não passa de alguns segundos na História do tempo cósmico.

Com este dado arrasador, pode-se ver claramente que ao final de toda a existência do universo, a Lógica vai dizer que o universo nunca teve vida, a não ser um mero sopro dela num planetinha azul, pendurado no galho podre de uma poeirinha chamada Via Láctea, a qual durou menos de um segundo e por isso sua fugaz passagem nem pôde ser registrada, dada a instantaneidade de sua incidência! Enfim, são esses os dados que devem permitir a um crente dar razão à Ciência, já que ela, como toda a Humanidade em si, foi abandonada à própria sorte, e jamais poderia produzir frutos diferentes desta insípida e frustrante dedução, permitida – e certamente desejada – pelo próprio Criador.

Vazio Cemitério na Escócia

(*) O simbolismo do “Jardim Vazio” é um falso trunfo para os ateus, tal como um cemitério é falsamente um “jardim dos mortos”.

Nem se dará o caso de serem levantados questionamentos inquisitórios no dia do Grande Juízo, pois ali estaremos diante de nosso Advogado (I João 2,1-2) e Ele próprio deverá olhar para Iaveh e repetir a velha frase aparentemente injusta dita na cruz, aquela que pedia a seu Pai que perdoasse a todos porque eles não sabiam o que estavam fazendo (Lucas 23,34)! Porém Jesus sabe – e seu Pai também – que se Deus tivesse mostrado a sua terrível face – como a chamou Lewis – aos seus algozes, ou se agora no Século XXI o Senhor permitisse que a Ciência encontrasse os marcianos e os venusianos, talvez todo o povo acreditasse em Jesus com o apoio da Ciência, pois no fundo toda a Humanidade tem espírito de São Tomé, mas estranhamente não merece a exceção consentida ao apóstolo cético, precursor de todo o ceticismo moderno! Enfim e a rigor, não há nada que justifique o “silêncio cósmico” e a aparente ‘ausência’ de Deus, exceto aquilo que explicamos no nosso último post, intitulado A proteção psíquica explica o universo ‘vazio’, cujo título responde tudo (mas o leitor deve ler aquele artigo ANTES deste, se já não o tiver feito – leia AQUI).

Porquanto somente pensando desta forma, com esta clareza imparcial e isenta de paixões pró-religião e pró-ciência, um cristão poderia ter uma visão mais precisa da atual conjuntura terrestre, e ela sempre o obrigará a voltar os olhos para a Revelação Bíblica, pois ali está a única fonte que explica não apenas o estado atual de cegueira da Ciência, mas também COMO as coisas chegaram a ficar como estão hoje. E o que a Revelação diz é a verdade mais “reprisada” por esta Escola, a saber: que a rebeldia do Homem à vontade de Deus, manifestada já na alvorada do primeiro casal de macacos falantes (Adão e Eva), foi a responsável pela brutal Queda da Humanidade, e com esta veio a perda decisiva de todos os poderes anteriores a ela, incluindo a visão e a comunicação sobrenatural, pela qual o universo inteiro se comunica e troca visitações entre seus habitantes, que jamais precisaram crer para ver, pois podem VER TUDO sem o véu da fé!

Eis aí a conclusão deste arrazoado até certo ponto irreverente, intitulado “não tiro a razão da Ciência”, urdido como uma forma de “imitar os ateus” e de responder àquilo que a Humanidade sempre se pergunta (‘Deus existe?’), ou nem mais se pergunta pelo desânimo do “Jardim Vazio”(*)! E obviamente não há solução alguma aqui que venha a alterar as coisas… pois se o próprio Deus estabeleceu a fé cega** como única fórmula de se ‘visualizar’ o Além, deve ter sido muito caro para Ele deixar a raça humana a mercê da aparente fragilidade da crença; ou então que a recompensa de tal sistema certamente valeria tudo para Ele, ou valia a pena arriscar para garantir o fim por Ele planejado. Assim o plano de Deus deve ter sido este: “é melhor deixar que as ovelhas cheguem todas cegas ao meu aprisco, do que deixá-las com bons olhos e vê-las desviarem-se para o Abismo”.

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(**) – Falo “fé cega” aqui como outra forma de ‘agradar’ aos ateus, mas Deus sabe o quanto não creio nisso, quando tive toda a minha fé criada e consolidada por mestres como CS Lewis – autor de “Milagres” – e John Stott, autor da lógica irrefutável do livro “Crer é também pensar”. Meus leitores crentes e fãs de Lewis jamais confundirão meus alhos com meus bugalhos.

 

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A proteção psíquica explica o universo “vazio”

A Providência divina foi que estabeleceu o silêncio e o aparente vazio do cosmos como resultado de garantir ao ser humano a proteção de sua alma, pois esta vale mais que o cosmos inteiro…

Elton-john-empty-gardenA velha questão da suposta inexistência de vida no universo volta com toda força numa investigação mais atenciosa das obras de CS Lewis, professor de literatura e genial escritor irlandês, conquanto ele terminou por apontar uma razão sobre humana para “consolar” as almas que, com dificuldades “inatas” de erigir sua fé, ficariam a exigir de Deus alguma prova concreta de sua existência. Além disso, o próprio Deus escondeu de todos nós as provas concretas até de coisas que aparentemente nada tinham a ver com Ele, como foi o caso da vida extraterrestre, dos animais estranhos da criptozoologia e até de achados vivos do “elo perdido”, o primata que estaria no centro da História como aquele que faz a ligação direta entre o homo sapiens sapiens e os macacos toscos de nossa ancestralidade.

Assim sendo, a comprovação pessoal de nossas próprias experiências – e das experiências científicas “oficiais” – de um universo que não responde aos nossos apelos por uma prova tangível (lembrando a canção “Empty Garden” de Elton John), nos obriga a voltar os olhos para o lado oposto desta estranha moeda, inevitavelmente encarada como uma espécie de vingança cósmica contra a teimosia de nossas descrenças, o que sem dúvida deixa no ar o cheiro de uma injustiça contra nós todos, incluindo criancinhas inocentes, que morrem no vazio da incerteza (aqui lembramos o velho desabafo de Artur da Távola, quando ele pede a Deus “para ser menos difícil de ser achado” – a EAT publicou esse texto do Sr. Artur e o leitor pode lê-lo NESTE link, abaixo do artigo inicial).

Artur_da_TavolaPorém a Bíblia confessa insistentemente que Deus é bom e que sua santa alma jamais trabalharia premeditadamente contra qualquer bem, pelo contrário, que todo o planejamento divino contemplaria de antemão uma previdência a favor do bem das almas, muito antes de elas sequer existirem. Eis porque devemos outra vez lembrar o estrago e os efeitos desastrosos da Queda de Adão e Eva, pois foi ela que terminou por forjar o universo atual que conhecemos, o qual Lewis explicou como sendo “estuante de vida festiva”, ao passo que nosso planeta é que seria triste, surdo e silencioso para o resto do cosmos.

Porquanto uma colossal barreira de proteção foi montada para garantir a subsistência de nossa liberdade, num planeta de propriedade alheia e inimiga de Deus, cujo governador (empossado antes da rebelião, e portanto com direito criacional sobre ele) voltou-se contra qualquer criatura de Deus que porventura seja habitante de seus domínios, e com todo o seu poder angelical disparado contra seres absolutamente indefesos por sua própria inferioridade ontológica.

Com efeito, aquele escudo divino tinha que ser prioritariamente uma proteção anímica da Humanidade, como um bloqueio psíquico criado para garantir a liberdade e a individualidade dos animais racionais da Terra, e seria esse bloqueio o principal obstáculo para a visão e contato direto da Humanidade com outras orbes, dados os riscos de perdição eterna envolvidos no contato aberto diante dos anjos maus governantes de Tellus.

Stephen HawkingE Deus ainda deixou este raciocínio fácil para qualquer pessoa alcançar, pois tanto a Ciência já expressou o perigo de um contato aberto com extraterrestres (até um cientista de peso como Stephen Hawking já expressou isso – veja AQUI), bem como a Psicologia já sabe dos riscos da manipulação de mentes psicóticas para a criação de super soldados (condenando os governos que pensam em criar estes “monstros belicosos”), e também os próprios “amadores” de viagens astrais, os paracientistas que tentam o tempo todo sair do corpo e visitar o Além, já foram alertados para os danos irreversíveis de tais experiências, cujas consequências menores seriam o mergulho na loucura e a prisão anímica em manicômios, como muitos psiquiatras atestam (nas estatísticas da psiquiatria mundial, é espantoso o número de psicóticos egressos do espiritismo e outros ramos das ciências ocultas que ousam desafiar o sobrenatural).

Isto posto, agora ficou exposta a razão óbvia do silêncio do Jardim Vazio cantado por Elton John, cuja canção parece apontar uma experiência kardecista em busca de um contato com a alma de John Lennon, grande amigo do músico, contato este 100% infrutífero e frustrante, como se uma grande barreira tivesse impedido qualquer “transcomunicação” alegada depois pelo médium contatista.

Porém o mais espantoso é o bloqueio multidimensional imposto para todos os instrumentos de pesquisa da moderna Cosmologia (tanto os telescópios óticos da Astronomia quanto as antenas super poderosas da Radioastronomia) que a Ciência tem experimentado, sem que nenhum sinal de vida chegue do espaço para nós, num campo aparentemente longe de influir na fragilidade de nossa psique, o que deixa os cientistas convictos – e com razão – de que não há vida no universo, a não ser na Terra. Assim sendo, somente nós cristãos – somente os filhos de CS Lewis – teriam alguma luz para entender o que está havendo na questão da busca por inteligência extraterrestre (Projeto SETI), isto sem considerar a lógica questão do Cover-up governamental acerca da Ufologia.

Porquanto Deus – voltando os olhos para Ele agora – é o grande responsável pelo silêncio cósmico ao redor da Terra, pela ausência de respostas a muitas orações (como Lewis explicou no livro “Oração – Cartas a Malcolm”), pela cegueira da própria alma para consigo mesma e pelo pseudo embasamento do ateísmo, numa mega operação espiritual, cujo único propósito é garantir a sobrevida da alma humana, a qual ficou absolutamente indefesa após a Queda.

Oração Cartas a Malcolm - CAPAPorquanto se Deus jamais tivesse agido por meio desta mega operação, o resultado ao longo do desenrolar pós-Queda seria a desintegração psíquica de toda a raça humana, levada paulatina e inexoravelmente aos abismos anímicos do mundo astral, e ao final perdendo-se de vez na escuridão da mente angélica obsessora. Como Deus é bom e nos ama infinitamente, Ele julgou por bem que seria melhor arriscar-se a dar as almas uma proteção completa de sua psique “roubando” de nossa mente consciente a visão das realidades concretas de outras dimensões, do que arriscar-se a nos deixar ver aquilo tudo e nos perder no futuro, separando-se para sempre de seus filhos amados numa (a)ventura frustrante e trágica para seu projeto de Criação! Eis aí a explicação final para a ausência de provas que faz robustecer o ateísmo no mundo.

Finalmente, como tal arrazoado só irá se adequar bem à mente dos leitores de Lewis (e somente daqueles que o interpretarem bem), este articulista imagina o quão inútil poderá ter sido estas horas dedicadas a engendrá-lo, no afã de arremessar, para perto dos pés de uma alma aflita com o vazio de suas orações, uma pequena semente viva da magia de Nárnia, aquela que lhe deixará um sinal vigoroso da estranheza do universo, capaz de se manter mexendo mesmo após ser pisada sem querer. Se esta semente tiver chegado aos seus pés agora, e se você teve a sorte de vê-la antes de pisar nela, peço que a guarde em seu coração como um segredo vital, pois ela conta a história de um Deus que foi obrigado a esconder-se de nossa visão doentia, que poderia até vê-LO, mas O veria doente como nós.

 

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Os ETs são “descartados” para nos impor um universo sem Deus…

Um texto de Carlos Alberto Reis*, onde o ilustre ex-ufólogo destila a sua verve contra a existência de vida inteligente extraterrestre, desnuda toda a verdade sobre o imperialismo do ateísmo oficial.

Universo vazio2[* – Para este arrazoado, tomo por base um artigo de Carlos Alberto Reis (que deve ser lido antes deste) e tantos outros textos outrora consultados, publicados quase que diariamente, trazendo “notícias” do insucesso das pesquisas oficiais sobre vida extraterrestre. Utilizei aqui o artigo de Carlos A. Reis por ser bem escrito, abalizado, sério e respeitável, servindo de palavra final ao tema da inútil busca pela vida no universo, como se ele estivesse dando a palavra final da Ciência ou tivesse sido por esta autorizado a falar por ela. Isto posto, o leitor deve ler antes ESTE artigo como inspiração deste que agora publico].

 

Estamos num mundo cem por cento subserviente a pseudo senhores em todas as áreas, e talvez o maior “senhor” seja justamente aquele que nos impõe, goela a dentro, a inquestionável “verdade” de que a Ciência é quem tem a última palavra em tudo! Este é o Senhor absoluto, ou que se julga acima do bem e do mal, e por isso quer o papel de deus em nossas vidas. Todavia esse senhor tem uma falha terrível, desmoralizante, que é estar submisso aos interesses dos governos mundiais, ou melhor dizendo, ao interesse escuso do único Governo Mundial, aquele que não quer concorrência com nenhum outro poder.

Porquanto interessa ao único Governo que toda a vida na Terra, sobretudo a vida humana, fique cada vez mais convencida de que constitui uma verdadeira raridade cósmica, uma “milagrosa” exceção do acaso, e que por isso todas as nossas esperanças devem ficar obrigatoriamente restritas àquilo que se encontra em nosso planeta, que para eles, é TUDO que existe, simplesmente tudo.

Assim sendo, para nos convencer disso e ratificar cada vez mais este absurdo lógico-filosófico, a Ciência lança mão dos mais estapafúrdios estratagemas de persuasão, sendo o principal deles o sutil e constante discurso do vazio cósmico, do infinito intransponível das galáxias, do mistério indecifrável do tamanho do universo e da incomensurável teia de acasos que redundou na vida terrestre! Enfim, com a ideia fixa de incutir a “consciência” da inexorável situação da Humanidade, perdida no meio do cosmos sem fim e sem piedade, os “cientistas” deste mundo propõem, com força imperialista, o tirânico reinado da solidão, independente de isso gerar desequilíbrios sociais e insanidades individuais, até neles mesmos!

Mãe-Gaia-3Claro que a Mãe Natureza, abrigando em seu próprio ventre o subnatural e o sobrenatural, não comunga deste diabólico estratagema, e por isso vez por outra deixa transparecer, ora num murmúrio atmosférico, ora num “relâmpago de bolso”, um estranho sintoma exterior a si mesma, como se, desobedecendo aos governos manipuladores, abrisse uma janela ou uma portinhola para o Além, e este a invadisse, ainda que num sinal minúsculo e indetectável pelos instrumentos científicos. Eis a razão de porque a Humanidade, embora enganada desde o dia em que nasceu com olhos de carne, jamais foi capaz de calar sua inextrincável nostalgia recôndita, que ia e vinha insistente, seja pelo senso de angústias e saudades estranhas, seja pela visão de estranhos fenômenos, que nem a Ciência explica.

Isto posto, o efeito colateral óbvio deste impiedoso plano de “esvaziar” o cosmos inteiro é o escancaramento do “projeto ateizante da realidade”, cuja intenção tirânica não é afastar os ETs de um contato físico conosco, mas sim de impedir que o Criador dos ETs transpareça tangível na lógica do “cosmos-cheio-de-vida”, e mais ainda no encontro de outra civilização inteligente, a qual a Ele presta alegre obediência e ascética austeridade moral. Por isso até mesmo um mero micróbio anaeróbico, de tamanho subatômico, tem que ser desacreditado e erradicado das descobertas fora da Terra, pois o mero sopro de vida denuncia a existência de um plano inteligente de criação, e não uma obra de acasos intermináveis, incapazes de calar a pergunta: “como tantos acasos podem coincidir aleatoriamente?”…

A realidade então se desnuda com a inteligência. Quando ela está presente consegue entrever o Criador nas entrelinhas do silêncio; e quando ela está ausente consegue se iludir com a manipulação de dados das agências espaciais, acomodando-se e satisfazendo-se com a pesquisa dos outros, e sem ir além na pesquisa pessoal. Até porque a pesquisa pessoal é trabalhosa e até arriscada, não raro envolvendo ameaças diretas, quando chega aos lugares certos e bate nas portas certas. Quem ultrapassá-la, obtendo uma prova convincente das massas, não sairá de lá inteiro, seja para um cemitério ou para um hospício.

MIB-1Tudo leva a crer que, dada a desproteção dos pesquisadores pessoais deste tempo de espera, o único caminho é a fé, a humilde fé dos indefesos, pois ela garante tanto o conhecimento quanto a proteção, já que ninguém consegue convencer ninguém tendo como argumento a mera crença! Colocar o dedo nas chagas de Cristo constituiu um milagre, não apenas como efeito da Ressurreição, mas pela raridade e exclusividade de sua concessão, jamais dada a outrem! Todos os demais que “viram” as cicatrizes apenas por crerem no relato de Tomé, nada conseguirão fazer a não ser convencer outros pobres pescadores de almas, em sua lenta germinação corporativa, produzida pela fé sem provas ou “sem cicatrizes”. E assim a lenta fermentação divinizante vai se processando, até que milhões de anos se passem e produzam uma sociedade diferente, exultante com a visão direta do Criador.

É esta visão que incomoda e enfurece os agentes tirânicos do grande Cover-up mundial, cuja decisão pela ausência total da divindade foi tomada autoritariamente, e a chave para contradizê-la era justamente a descoberta de vida em qualquer outro mundo, a qual quebraria a falsa ciência dos acasos, em cujo início reside o primeiro acaso inexplicável do nada que ganha vida. A chegada de sondas e mais sondas espaciais a Marte, Vênus, Titan, Io, Encélado, Europa, Plutão, etc., em nada corresponde à busca de vida extraterrestre, conquanto suas viagens já tenham sido planejadas sob a ordem de NEGAR VIDA, seja ela que vida for. Vida significa criação. Criação implica em Criador, e assim este raciocínio impõe a Lógica mais desmentível, pois a matemática impede a crença em coincidências sequenciais inteligentes. Logo, se houver vida, não haverá divulgação! Se se encontrar um único micróbio fétido, mesmo que esteja morto há milênios ou esteja fossilizado, ninguém ficará sabendo de nada, para não levantar o raciocínio que leva ao Criador.

Pronto. Chegamos à pergunta crucial: por que é tão importante e decisivo que a Humanidade não tenha conhecimento que leve à visão de um criador para o cosmos? A resposta não existe sem um inevitável viés ético. E onde a ética entra aqui? Bem. Um criador inteligente (só pode ser inteligente porque criou muitas vidas no cosmos e pelo menos uma inteligente, que é a nossa nem tão inteligente assim) só pode ser independente de sua criação. Sendo independente e inteligente, possui vontade pessoal como nós, e se possui vontade, QUER que as coisas sejam de um certo modo e não de outro! QUERENDO as coisas de um certo modo (o modo certo, por ser obviamente mais inteligente do que nós!), não aceitará comportamentos erráticos ou malignos, e os impedirá, mais cedo ou mais tarde. Sem este viés, o universo volta ao non sense, ou volta ao vazio que a Ciência prega.

O povo quer depravação-1Então, por que a NASA e as agências espaciais querem ESCONDER Deus de qualquer modo? Ou o que elas escondem que a existência de Deus viria a se contrapor, numa espécie de inimizade? Ora, a Lógica manda que a Ética entre aqui! E então agora as coisas estão claras: a NASA, as agências espaciais, os militares do mundo, os governos, as instituições, as classes sociais, a coletividade e as vidas pessoais de todo mundo estão obviamente em desacordo com a Ética do Criador, e o Planeta Terra inteiro QUER se manter longe disso, ou seja, QUER continuar sua vida sem Ética, sem Moral, sem direção, isto é, sem um comando central. A Humanidade (individual e coletivamente) quer a total independência, quer a vida livre, sem regras, sem norte, sem seguimento a chefe algum.

Parece uma resposta tola, tosca e não científica. Mas não pode ser abandonada sem exame: Quem pode olhar para a sua vida pessoal e não identificar, no mais profundo de seu íntimo, exatamente este sentimento, a saber, o desejo incontido de viver livremente, fazendo tudo o que der na telha, sem qualquer regra pré-estabelecida? Falo aqui com os olhos lá no coração dos agentes oficiais e poderosos do Cover-up, e não no coração das pessoas comuns, nós pobres mortais, a QUEM foi permitida somente a fé para termos de Deus apenas um vulto enublado de elucubrações pessoais! Estou pedindo aos agentes do Governo Mundial que olhem para dentro de si e vejam se não sentem exatamente isso, a saber, uma estranha saudade de um lugar longínquo, perdido entre o sonho e a poesia, e esta não contenha a rima da vontade de ser feliz! Estou pedindo aos agentes que voltem atrás, que busquem o tesouro na base do arco-íris, que ouçam o choro dos carvalhos e corram atrás dos ventos, pois eles tirarão a folhagem densa que cobre a terra e mostrarão o branco da neve cálida da Alvorada Eterna, abandonada pela esquizofrenia da falsa liberdade.

Então feito isso, os ETs aparecerão aos borbotões em toda parte, dentro e fora da Terra, dentro e fora da mente, dentro e fora desta dimensão. A grande nuvem da ilusão terá passado, mas terá sido flagrada em sua pessoalidade perniciosa, viva e inteligente na malícia, e por isso os havia enganado. Os homens poderosos que enganavam os fracos eram eles mesmos enganados, e nada podiam fazer a não ser render-se ao Deus-moral cristão, e lutar contra a Maldade-viva. Claro que tudo isso é um sonho, só que um sonho muito mais real que a realidade, pois depende de um milagre de quem não quer mudança (nós), e de um milagre de quem não existe (Deus). Desta feita falei em vão, embora jamais sendo vão.

 

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O “achismo” nasceu com a Queda e virou vício

Estando arraigado em todos os corações humanos e tendo a mais antiga história dentro da Doutrina do Pecado, o vício de explicar tudo a partir da própria “adivinhação” ou ilusão é o mais democrático e universal dos efeitos colaterais da Queda adâmica.

ACHISMO-9Ninguém está isento dele. Ninguém explica coisa alguma sem recorrer a ele. Ninguém ousa confiar em alguma coisa ou em alguém que não seja após a “filtragem” que ele opera. Todos fazem uso dele mas ninguém aceita simpaticamente ser alvo dele. Todos o amam em si, mas o detestam nos outros. Parece discurso de CS Lewis em “Mere Christianity” (“Cristianismo Autêntico”) falando sobre o pecado da soberba em seu capítulo VIII, do que qualquer coisa que este articulista tenha entendido. Mas era de fato necessário que o tal “achismo” fosse tratado assim, sem dó, desde o começo.

Usar de achismo é fazer prevalecer a opinião de sua alma diante de qualquer fato ou ato que chega às suas vistas, ou melhor, é ser obrigado a engolir a sua própria “adivinhação” da verdade perante qualquer fenômeno ou ocorrência diante de seus olhos, e pior, impor tal visão aos outros, que também usam de achismo e também querem impor suas “especulações” aos semelhantes. Por ser uma espécie camuflada de ‘adivinhação’ (que muitos pós-doutores chamam de “intuição”, tentando com isso impor seu próprio achismo de modo mais “glamouroso” e pseudocientífico), ela nasce, cresce e se mantém absolutamente temerosa para seu próprio formulador, e assim ele deseja, no fundo, uma “aprovação” sumária daquilo que a sua alma assumiu, como se precisasse com urgência de ser aprovado por alguém além de si mesmo.

A coisa é tão séria que essa regra da abrangência “universal” do achismo não poupa nem os mais qualificados cientistas, que lutam fervorosamente (isso quando lutam, pois a maioria mal começa a luta e então segue presunçosamente as invenções de seu achismo) para evitar que sua alma lhe empurre ilusões e ‘intuições’ enviesadas, na consciência de que “ciência não se faz com achismo”, e se ele for dar trela àquilo que sua alma teima em lhe empurrar todo dia, ele jamais chegará à verdade sobre qualquer fenômeno que a ciência lhe incumbiu de investigar.

Jeremias 17,9 e JesusPior é que como a sinceridade não é uma virtude muito comum nos corações rebeldes, a maioria dos cientistas acaba sendo igual a nós, ou seja, não passa de uma massa humana irmanada no mesmo pecado, e prossegue enrolando seus semelhantes oferecendo opiniões dele, e não da realidade bruta colhida nas pesquisas, cuja abrangência quase sempre se volta contra ele mesmo. Com efeito, em todas as frentes desta incongruente batalha, a grande vítima é sempre a Verdade, e é por isso que o apóstolo s. Paulo disse duramente: “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso!”. Como qualquer cristão autêntico, a única solução salutar para este drama humano é reconhecer que a única Verdade verdadeira é a expressa na Palavra de Deus, e qualquer outra conversa é enrolação e achismo, que não merece nenhuma confiança de nossa parte!

Isto obriga a que cada um de nós se volte exclusivamente para a Bíblia e inicie minudentemente um estudo sequenciado de conhecimento teológico de profunda atenção (o perfeito autodidatismo), não deixando sequer uma brecha para intercalar opiniões alheias, exceto após longo tempo de autopreparação na sequencialidade orgânica da teologia; após o que um padre ou um pastor amigo poderiam ser ouvidos, mas sempre com uma pulga atrás da orelha, pois eles também podem lhe “empurrar” os achismos deles!

Erro comum é não perguntarO isolamento e a solidão humana neste mister é torturante! Estamos literalmente sozinhos nesta escuridão da ignorância pós-adâmica, e a única voz que poderia nos ajudar é inaudível e pode perfeitamente ser confundida com um sussurro do inimigo, que também virá outra vez com seus achismos. Nem mesmo nossos filhos e nossos pais merecem confiança neste sentido, pois eles também são viciados e virão a nós com seus achismos familiares, que são ainda mais duvidosos do que quaisquer outros. Aliás, se o ato de perguntar é a salvação da alma, não perguntar é o seu sepultamento! Logo, a dúvida é o combustível do achismo, e a preguiça é a sua fonte inesgotável. As opiniões que ouvimos no nosso lar, desde a infância, e as preguiças físicas e mentais que ali presenciamos, não passam da renitente perpetuação da ignorância que o diabo impôs à nossa raça, e foi a nossa família quem nos apresentou a elas, às vezes do modo mais doloroso!

Então cabe a pergunta: “E Deus não providenciou nenhuma solução para isto?”. Sim, providenciou, pois nos ensinou a orar e nos legou a sua própria sabedoria, traduzida pela Palavra de Deus, que terminam sendo a única tábua de salvação em que podemos nos segurar. O problema é que usamos tanto de achismo que em nossa vida inteira de orações e estudos bíblicos, jamais conseguimos silenciar de vez a nossa voz interior, aquela que irá, mais cedo ou mais tarde, substituir a pura rijeza da Verdade pelo prazer de nossa própria opinião, que chega para nosso ouvido não como a Verdade-que-dói, mas como a verdade-que-agrada, ou seja, apenas aquilo que achamos pessoalmente da Verdade, por meio de uma suposta verdade subjetiva.

Einstein e o pensar contínuo4 (1000 x 843)Mesmo quando não temos nenhum talento para o magistério, ou mesmo quando confessamos que não nascemos para ensinar, o vício de “ensinar” – isto é, dar a própria opinião – exerce uma pressão infinita dentro de nós, como se nunca pudéssemos chegar perto de alguém e não revelar aquilo que pensamos, e para isso usamos dos mais requintados subterfúgios, como dizer que aquela opinião não é nossa (adoramos dizer que ela veio de um cientista como Einstein ou de outro super mestre), ou que muita gente já atestou aquilo que dizemos, ou que nós mesmos já o comprovamos em nossa vida. Nada neste mundo possui mais “arranjos de autoridade” do que o nosso achismo, sobretudo quando nós mesmos não temos autoridade alguma no assunto.

Pior: até mesmo os cientistas mais gabaritados, até com pós-doutoramento, também sofrem desta sedutora tentação, a saber, que na hora de emitirem uma opinião, embora recebem de sua consciência toda a bagagem intelectual que já conquistaram em pesquisas e doutorados, são ludibriados pelo desejo secreto de seu subconsciente, que sempre prefere tomar a frente e expor a sua opinião pessoal, e não aquilo que as pesquisas apontaram. Logo, neste sentido, tanto faz ouvir um analfabeto quanto um físico nuclear: a opinião ali ouvida será sempre a “intuição” de uma alma, e não a verdade nua e crua da investigação imparcial (claro que o Físico tem um universo conceitual maior, mas nem por isso não inclui também uma invencionice maior!). Aqui como no tabagismo, o vício anímico é muito mais forte do que o mais forte dos arrependimentos. É muito duro ouvir isto, e por isso deve ser verdade!

ACHISMO-13bEnfim, sendo talvez o vício mais antigo da Humanidade (veja que antes de pecar, o demônio ensinou Eva a usar achismo contra a ordem de Deus, usando o achismo dele e dizendo: “certamente não morrereis”), será precisamente o nosso mais carrapático companheiro a nos atormentar até no Dia do Juízo, quando Deus nos chamar para darmos explicações sobre nossos atos. E pior, se foi o medo da ira de Deus que nos machucou até à alma, foi o nosso achismo que machucou Deus até à ira de sua santa alma. Pois Deus sabia que a pior alma para se converter é aquela que ACHA que está bem, e que ACHA que os outros é que estão errados. Uma alma dessas costuma ACHAR que conhece bem a vontade de Deus e que Ele deve aprovar bem a vontade dela.

Finalmente, Jesus um dia perguntou: “Até quando vos suportarei?”… No que deveríamos ouvir: “Até quando suportarei os vossos achismos? Até quando me vireis com achismos? Quem vos iludiu a fugir da ira vindoura? Quem usou tão odioso achismo contra vós?”… Enfim, as palavras deste articulista podem parar por aqui, pois agora todos sabem que não passam de mero achismo. Quem dera ter encontrado um ouvido que tinha um olho pra dentro e pôde ver que também tinha o mesmo vício, de opinar via achismo. Quem dera possa, junto comigo, achar que nosso achismo já achou o seu devido lugar: na surdez para com Deus e no esquecimento do perdão de Cristo.

 

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Psicopata é a pessoa que nunca vê culpa dentro de si

Com numerosos exemplos neste país, a derrocada da política nacional traz algo de muito positivo, a saber, o aprendizado utilíssimo da doutrina do pecado, sobretudo em relação aos erros individuais.

Gente psicóticaQuando grandes cristãos discutem acerca da doutrina do pecado (assim chamada no âmbito da Teologia Cristã), culminam invariavelmente na constatação de que pecado mesmo é o interior, o profundo, o oculto, ou aquele que seu praticante não vê, ou pior, que finge não vê. Afora isso, todos os embates ensejados por aquela doutrina podem ser considerados “de somenos”, quando teimam em apontar a errância humana em erros visíveis, ou práticos, objetivos e inegáveis. Nem é preciso lembrar que se toda a compreensão cristã acerca dessa doutrina se restringisse aos chamados “vícios sociais”, a Teologia seria uma inutilidade total, pois simplesmente não ajudaria em nada, tal como em nada ajuda quem limpa uma cada empurrando a sujeira para debaixo do tapete.

Sim. Aqui se dá o caso irreversível de uma via de mão única, cujo retorno redundaria em morte para quem tentasse voltar. Enfrentar o pecado é uma guerra, a verdadeira guerra cósmica, muito mais encarniçada do que todas as outras guerras, e para vencê-la é condição sine qua non que o próprio pecador (ou o auto-combatente) se fixe e se memorize em seu prioritário front, a saber, em seu próprio coração, que é a máquina mais enganosa de todas as armadilhas que o pecado criou. O profeta Jeremias explicou isso muito bem, quando disse “enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr 17,9).

A partir dessa visão cristalina e nítida, a Humanidade ganha alguma chance de vislumbrar um dia em que poderia estar limpa diante de Deus, o Senhor cuja visão ninguém pode enganar e ninguém o convencerá de pureza sem completar a “purificação dos santos”. Todavia e infelizmente, a renitência da raça adâmica em esconder sua maldade ou de simplesmente não enxergá-la em si, foi, é e será o drama eterno do coração de Deus, cuja perfeição não pode fazer vista grossa para nenhuma impureza, sob pena de ensejar a insegurança eterna nas almas livres e felizes de seu Reino glorioso.

Rixas pessoaisNo dia a dia de todos nós, o que se vê são eternas incompreensões e rixas de toda ordem, podendo a sociedade ser batizada como “uma jaula de feras irracionais”, pelas quais é inútil qualquer esforço na direção da sensatez, do amor e da razão. Pode-se ver a inutilidade aqui alegada quando se tenta convencer um alcoólatra de que ele não se controla em relação à bebida e que por isso precisa de um “tratamento de choque”, como o do grupo Alcoólicos Anônimos. Mutatis mutandis, bastaria substituir a figura do bêbado pela figura do corrupto, do mentiroso, do tarado, do cleptomaníaco, enfim, a alma perde seus olhos quando se desvia da vontade de Deus, e os únicos olhos que restam (os da cara) não se voltam mais para dentro de si, e por isso a Humanidade não tem cura. Pior, NEM Deus cura quem não quer ser curado: é isso que significa não enxergar a própria culpa.

Isto posto, e na hipótese de fazermos empatia com um ambiente puro de almas puras, podemos aceitar que existem alguns sinais de que a consciência do Homem ainda não está por inteiro no escuro (isto só ocorre na possessão diabólica ou só ocorre após a morte física – enquanto a Luz não baixar por lá, ou nos intervalos onde o veículo da Luz desembarca para buscar quem já sofreu o suficiente para querer subir à bordo) e isso nos permite acreditar que alguns discursos tempestivos se enquadram bem na veracidade da Doutrina do Pecado, e por isso ousamos passar aos leitores alguns exemplos vívidos de nossa esperança, nos quais encontramos alguns raros momentos de lucidez onde os interlocutores expressam esta raríssima clareza.

Vamos aproveitar o momento político de nosso país para extrair essas excelentes lições de doutrina cristã, porquanto se nossa política é tão imunda quanto possível, será ela quem irá ilustrar, com exatidão, a verdade da errância humana mais doentia (aquela que só enxerga culpa nos outros).

Marta Serrat2Uma senhora de certa idade – mas extremamente lúcida – chamada Marta Serrat, se dispôs a publicar um vídeo incisivo sobre a sujeira na política, sobretudo das “esquerdas socialistas”, no qual ela defende que o Comunismo em si é uma “DOENÇA MENTAL” (confira o vídeo dela aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RtnvP0ce8GM) e por isso seu tratamento teria que advir de uma missão espiritual – no caso de um servo de Deus com o dom da cura – ou de uma missão militar, no caso de os comunistas não darem ouvidos às ruas, às puas e as duas faces de sua própria culpa! Isto é: sem enxergar erro algum no Comunismo, e sem ouvir a consciência espiritual que geralmente só incomoda a cristãos, os comunistas jamais modificarão sua postura, e por isso se vê seus líderes dando apoio a elementos que nada fizeram pelo bem do país, a não ser roubar e enriquecer os próprios bolsos. Este seria o caso em que só uma intervenção militar poderia por as coisas em ordem.

Outro vídeo muito interessante sobre o tema expressa a realidade brasileira da era petista, com os seguintes matizes: até ao ponto de insinuar que um psicopata seria uma pessoa que nunca vê culpa dentro de si (dando como exemplo o ex-presidente Lula e seus assessores cafajestes – confira no seguinte link https://www.youtube.com/watch?v=Ay7BEduC2rs&feature=em-subs_digest e reflita sem pré-juízo) e lembrando uma outra reflexão onde o professor Olavo de Carvalho diz que os petistas perderam o senso de humanidade, pois eles só veem como seres humanos aqueles que aderem às suas ideias, e apenas enquanto durar tal adesão! Por exemplo: Hélio Bicudo era gente até deixar o PT, e quando saiu dele deixou de ser gente, sendo agora um animal odioso na mira de um possível governo vermelho, conquistado pela força das armas contra uma população desarmada!

Turma boa da DireitaE há outros exemplos alvissareiros: ora na palavra de Arnaldo Jabor; ora nas lapadas de Diogo Mainardi; ora nas intervenções de Marco Antônio Villa; ora na fala elegante de Bia Kicis, ou na ira cívica de Janaína Paschoal; ora na dureza do discurso de Joice Hasselmann; ora na verborragia lúcida da família Bolsonaro, etc., sem contar com os discursos oficiais de políticos que já enxergaram toda a sujeira do Comunismo. Neste sentido, o povo brasileiro está sendo visivelmente educado na visão anti comunista ensejada pela corrupção vermelha, que acabou deixando-se mostrar em toda a sua maldade e queimando o filme de todo o Comunismo mundial enquanto ideologia.

Finalmente, como nosso Deus sempre consegue extrair um bem de qualquer ação maligna, as maldades humanas terminam por garantir outra vitória a Cristo, grande Comandante do bom combate, ao ensejar a lucidez espiritual para seus soldados mais atentos, sobretudo quando iniciam seu entendimento a partir da visão de seu próprio pecado interior, sendo esta uma obra que os maus jamais operam em si. Estando o mal a fazer rebentos em todas as terras humanas, resta a nós abençoados pelo amor e pela proteção de Deus, caminharmos rumo ao Reino Sagrado do Senhor, lá onde só habita a inefável luz da santidade, na pureza dos justos.

 

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Uma maldição chamada “Alzheimer”

Tudo o que você queria ouvir sobre esta doença e ninguém tinha coragem de dizer, por causa da mentalidade populista e demagógica de uma sociedade corrompida, que jamais olha o lado dos familiares que sofrem todos os efeitos dessa tragédia humana.

Alzheimer-3Ao explodir em pranto com uma situação absolutamente desumana como um tapa desferido contra o rosto de quem convive com o doente, este articulista toma a liberdade de dar curso a um desabafo há muito contido, ou desde que a doença em questão foi diagnosticada para um de seus familiares, a saber, seu pai, com quem – num pavoroso agravante – nunca teve uma relação bem sucedida. Conquanto se esmere em muitas leituras acerca da doença e em participar de cursos e reuniões com médicos e outros familiares de doentes, a realidade concreta dos fatos é uma bofetada só, da qual se pode dizer que NINGUÉM sabe, ao certo, como lidar acertadamente com o alienado mental, ou com o morto-vivo portador do Mal de Alzheimer (aliás, bom chamar mesmo de “Mal”, pois nenhuma doença carrega mais recursos para se infernizar um lar do que essa, com sinais profundos e sinistros, sempre inconfessáveis por quem tem um doente desses na família).

Pior, mesmo para um cristão convicto, de larga e abalizada instrução teológica, não se obtém consolo nenhum nem mesmo na Bíblia Sagrada, a qual é, infelizmente, assaz “omissa” neste particular. A própria doutrina de Deus, conquanto vivida e ensinada por anciãos e homens de avançada idade, não chega a instruir, com alentos desejáveis e indispensáveis, os familiares do paciente de Alzheimer, os quais padecem à míngua sem qualquer socorro, exceto recorrer a cuidadores caríssimos (e devem cobrar caro mesmo, já que é um verdadeiro sofrimento cuidar de um “maluco”) ou as chamadas ‘casas de idosos’, lugares onde os “doentes mentais” – por assim dizer – são colocados para sumário alívio de todos com quem convive.

Assim sendo, nem a solução dos cuidadores é solução de verdade, nem a internação em abrigos (muitos destes nem querem receber pacientes em estado terminal) significa uma solução pacificadora da consciência familiar, e quase sempre filhos e irmãos passarão o resto da vida com uma área da memória bloqueada, aquela que procura abafar ou soterrar o remorso de ‘solução’ tão violenta, embora necessária. De fato, quando uma família decide internar o seu “doente mental” longe de casa, é sem dúvida em razão do inferno ali vivido, literalmente, porque chega um tempo em que ninguém aguenta mais tanta dor e martírio com a situação engendrada pela mente alienada.

Sintomas-do-Mal-de-Alzheimer-6E olhe que este inferno em carne viva nem chega a necessitar de um doente que urina e defeca no sofá da sala de visitas! Estou falando de um “doente sadio”, do tipo que tem “saúde de ferro” e não pega nem um resfriadinho, não sente nem uma dorzinha sequer, uma dor de cabeça ou mesmo uma dor de dente (embora nunca escove os dentes e esteja com a boca fedida cheia de cáries!). Estou falando de uma “pessoa ex-pessoa”, que não reconhece mais nem mesmo os filhos biológicos, que desconfia da fidelidade de sua santa mulher e nunca está quieto em casa, incomodando a todos com conversas sem sentido como de falasse “em grego” – não sabe mais distinguir um copo d’água de uma lata de tinta – e desejando sair de casa a todo tempo para se perder na rua e ser achado pela polícia.

Pior, pior de tudo, agora vem o pior. Quando os familiares conhecem bem a Bíblia e são cristãos devotos, sabem perfeitamente o que é a doutrina do pecado e por ela podem entender bem as ciladas e armadilhas do inimigo. Neste sentido, nossa consciência nunca nos abandona na observação do próximo, pois o próprio Jesus disse que “pelos frutos conhecereis a árvore”. E este é o ponto máximo aonde podemos ir para não julgarmos o próximo, pois o juízo só cabe a Deus, embora Jesus tenha dito que “devemos julgar pela reta justiça” (João 7,24) as coisas que nossos olhos espirituais enxergam auxiliados pelo Espírito que a tudo perscruta.

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Por uma Igreja que não existe mais (minha dor profunda não cessa)

Depois de caminhar léguas e léguas “procurando o elo perdido”, e depois de investigar montanhas de livros e registros, até agora nada encontrei que me mostre o contrário, ou seja, ter eu crido em vão na visível derrocada da Igreja de São Pedro, única que Jesus Cristo realmente deixou na Terra.

Christ arrasado com a destruição da IgrejaCertamente só nesta era tecnológica, onde a Informática já deu ao Homem tudo o que ele queria para estar bem informado, eu iria ter acesso ao presente conhecimento que me angustia, ao qual cheguei por via de livros, revistas, testemunhos, sites, blogs, mas sobretudo, por meio de canais de vídeo, onde a Verdade pode se apresentar “ao vivo e em cores”, de um modo muito mais arrasador e convincente do que mil palavras escritas, mesmo aquelas escritas dentro de um livro chamado Bíblia.

Refiro-me à deprimente constatação de que a chamada “Santa Madre Igreja”, aquela a que fui acostumado desde a minha mais tenra infância, não passa agora de um monte de tijolos trêmulos, à espera do último sopro diabólico contra seu último reduto de legitimidade, a saber, a Moral Cristã, sem a qual igreja alguma e ninguém podem ser salvos. Pior, mesmo aqueles que podem estar franzindo agora as sobrancelhas por minha aparente irreverência contra a sagrada Igreja-mãe, jamais poderão calar a si mesmos quando olham para dentro de seus corações e enxergam desobediências vis, ora claras ora sutis, à vontade moral de Deus, que perscruta todos os corações.

Jesus e a coroa de espinhos2Isto é, o mero referir desta possibilidade já constitui uma ferida aberta e por demais dolorosa em todo o mundo católico; e sendo esta uma constatação irreversível e presentemente incorrigível, termina por afundar-se voluntariamente na lama interior (diante de um vício aprazível e invencível), deixando apenas o olho de fora, aquele olho presunçoso que vem combater qualquer alma que ouse abordar a ausência de santidade, mesmo que o faça com a humildade de ver impureza em si mesma, e aí está a sua dor.

Todavia e com efeito, é necessário correr com a carga toda subitamente, abandonando o campo do subjetivismo, campo este importantíssimo e indispensável quando a discussão visa apenas corrigir a errância comum de cada alma humana, iluminando seu destino individual, sua resposta individual e sua salvação individual com Deus. Tudo isso é importante e vital, mas não tem utilidade alguma para entender a tragédia que este artigo quer apontar, embora deva ao subjetivismo todo o campo de resgate que Jesus abriu na cruz, para nossa salvação. Se o leitor não estiver satisfeito com meu (in)voluntário “abandono” da salvação subjetiva da fé, peço que também abandone esta leitura, pois vou ousar atacar algo coletivo que se deteriorou, por assim dizer, a minha dor profunda de viver num mundo onde o diabo está vencendo até mesmo aquela para quem a Escritura disse que “as portas do inferno não prevaleceriam contra ela” (Mateus 16,18).

A feiticeira inaugura o inverno sem fim1Muitas foram as fontes – canais – de vídeo onde a Verdade da quebradeira da Igreja transparece a olhos vistos, mas uma fonte em particular me chamou mais a atenção, devido ao seu caráter mais humilde e precário, como que refletindo um pequeno grupo de ovelhas apavoradas, vendo chegar o lobo em carne e osso para assentar-se no trono de São Pedro e nada podendo fazer, exceto entoar o cântico triste da saudade dos bons tempos medievais. Um cântico certamente fúnebre, como o que entrou no coração dos apóstolos após a traição de Judas. O cântico tristíssimo da velha Nárnia, quando a Feiticeira inaugurou o inverno sem fim.

O vídeo que mais me chamou a atenção, dos três principais, também traz um cântico triste para a minha alma, embora perfeitamente sincronizado com o teor da mensagem, que precisa de tristeza e dor para chegar às ovelhas escondidas pelo medo e pela multidão de maus católicos a reinar neste Século, antes do falso rei encaminhar seu “golpe de misericórdia”, a saber, o ultimato de obediência sine qua para os cristãos.

O leitor será informado sem medo, que se trata de uma dor profunda no coração de um católico romano arrasado, somente capaz de respirar pelas palavras de São Lucas, quando dizia “quando virdes acontecer estas coisas, levantai as vossas cabeças e exultai, pois a vossa redenção se aproxima” (Lc 21,28). É a dor de comprovar, dilacerantemente, que a única Igreja de fato santa, e o último reduto vivo da Moral Cristã, foram sorrateiramente atacados, com armas sutis mas irresistíveis, ensejando a que a Noiva do Senhor gritasse, como também gritou o Noivo, “Pai, Pai, por que me abandonaste?”, na cegueira medonha da última hora. E o abandono se refletiria com força, obviamente, no dia em que a Igreja não mais contasse com pastores de bom caráter, deixando seus rebanhos a comer porcaria e beber somente leite derramado!

Fábio de Melo em showmicioVeja ESTE vídeo e pense comigo. Ele foi produzido por um singelo canal do Youtube chamado “Tradição Católica”, ou seja, veio “da boa poesia que não volta mais”, porque estamos vivendo no tempo da “sociedade dos poetas mortos“. O nome do vídeo merece toda reflexão: “Queremos Padres Santos e de Batina JÁ!”: Quem não está vendo que os padres modernos não passam de “boyzinhos posudos”, artistas de palco e fazedores de “showmícios”? Pior, QUEM consegue ainda ver hoje em dia que o roupão preto, o vestidão preto do pescoço aos pés que Padre Cícero usava, tem uma “magia” espiritualizante e até molda o ânimo de seu usuário para permitir a cobrança social séria da fidelidade do servo ao seu Senhor? Quem não vê que os próprios padres de hoje parecem ter vergonha de mostrar santidade em suas roupas? Ou vergonha de espelhar um espírito “moralista” que está sempre temendo ser confundido com o falso moralista em que a maioria se transformou?

As mensagens desse vídeo falam por si: “Queremos padres que não contem piadas na missa, que não ‘pulem a cerca’, que se ocupem somente de salvar almas, que não deixem os leigos mandarem na Igreja, que não se calem para agradar o mundo (sobretudo fazendo silêncio sobre pecados sexuais), que se auto disciplinem com ‘mortificações’, que defendam a Igreja Católica perante todas as outras, que eles mesmos ensinem o velho e bom Catecismo, que nunca omitam o perigo do inferno, que se recusem a dar a comunhão a praticantes de pecados mortais”, enfim, tudo se refere a uma igreja moribunda, ou que não volta mais, como a água passada pelo moinho.

Outras boas produções do Canal Tradição Católica devem ser vistas por aquele católico que também está se sentindo triste com o atual rumo da Santa Sé, e eu recomendo estes dois vídeos aqui abaixo:

Padres tristesOra; a partir dos próprios pastores, cuja inclusão pressupõe a queda de bispos e cardeais, nossos olhos são levados por trilhos que avançam diretamente para o “Sumo Pontífice”, pois um líder que não disciplina – e até expulsa – seus liderados, não pode ser respeitado nem mesmo por quem tem o mínimo senso de Justiça, tal como não podemos respeitar um (ex-)presidente que sempre alega “não saber de nada”, ou que não sabia das maracutaias que se desenrolavam debaixo de suas barbas, operadas por gente de sua total confiança e por ele indicados! – Uma palavra contundente de Olavo de Carvalho termina por enterrar de vez as nossas esperanças para com a Noiva de Cristo, sendo ele um católico que sempre defendeu a Santa Madre Igreja – veja NESTE link e chore… (é pra chorar mesmo).

Logo, se podemos ver com razão o fim de um país tropical pacífico e honrado, também temos razão para ver o fim de uma Igreja divina, única salvaguarda das verdadeiras tradições e relíquias sagradas do Cristianismo, como cabia a uma verdadeira Noiva guardar e proteger. Pior, no meio dos tesouros perdidos, está-se perdendo o principal tesouro, a saber, a Moral Cristã, o ouro puríssimo e a pérola que Jesus pediu para não ser lançada aos porcos! Enfim, prezados leitores, se nada for feito (e o tempo está a indicar que nada será feito até o soar da última trombeta), podemos esperar que o último dia chegou, e ninguém mais terá um sol claro a iluminar a próxima manhã.

 

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Impossível haver boa política sem o Cristianismo

A falta de valores morais em todos os quadrantes do planeta explica porque nada dá certo nos planos governamentais de todos os países, até que Jesus volte.

Cidadania com Jesus-2Recentemente assistimos o excelente programa “RODA VIVA” com Hélio Bicudo e Janaína Paschoal (veja que show de assertividade NESTE link) e a síntese final de tudo o que argumentaram os dois convidados do programa é “que a falta de valores morais é o grande inimigo do progresso humano, em todos os quadrantes do planeta”. Ali não se apontou as Direitas ou as Esquerdas como falhas ou como responsáveis pelos desmandos dos maus governos, e sim que a falta de valores morais em todas as áreas constitui o estopim e o corolário de todas as tragédias humanas que transparecem na corrupção generalizada de nossos dias.

Esta Escola já havia escrito por diversas vezes acerca da importância vital de um amplo e profundo regramento moral para a evolução da Humanidade e até para a salvação das almas, pois até mesmo o Deus de amor só oferece o seu perdão para quem perdoar o seu próximo, e isso é regra básica da Moralidade Universal, ou da Lei da Natureza Humana de que falava CS Lewis (e é o que diz o centro da oração do PAI NOSSO, que o próprio Jesus nos ensinou!).

William Lane CraigO filósofo cristão William Lane Craig (foto ao lado) explicou isso muito bem em seu extraordinário artigo intitulado “O Argumento da Lei Moral” (veja AQUI), e assim a “Lei do Certo e do Errado” é condição sine qua non para tudo, até para provar a existência de Deus, pois sem uma precisa noção de Certo X Errado, não há qualquer sentido em se supor que “ALGUÉM” tenha criado o universo e muito menos a consciência humana.

Com efeito, há algo acontecendo precisamente agora, na pós-modernidade, que espanta pelo “ineditismo” e assusta pela força avassaladora com que se impõe ao mundo todo, a saber, a ausência total de regramento moral, como se toda a tradição que nos informa sobre direitos e deveres, sobre agir bem e agir mal, sobre bondade e maldade, não passasse de mera convenção cultural e particular, própria de cada país, povo e região. Em razão disso, não é exagero e muito menos incorreção dizer que o único e último baluarte de reserva moral do mundo é o Cristianismo, e se ele porventura for desprezado ou sepultado, nada mais haverá que impeça o planeta inteiro de cair no abismo da imoralidade, onde regra alguma terá mais valor e onde imperará o “salve-se quem puder!”…

Bicudo, Reale e JanaínaLogo, com isto em mente, agora podemos ver a “exatidão perfeita” (com perdão do pleonasmo) da palavra de Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaína Paschoal (Janaína é poesia pura! Veja AQUI), quando, interpelados sobre se estariam advogando em defesa das Direitas em face da corrupção das Esquerdas, responderam que nem uma coisa nem outra, mas sim a necessidade de se reintroduzir a Ética e os valores morais no mundo, sem o que nenhum governo estará livre de terminar na mesma latrina onde o PT caiu, por culpa do total desprezo da Moralidade defendida pelo Cristianismo (o Canal Ca3 preparou um vídeo sobre este assunto – assista AQUI).

Aqui chegamos ao nosso título/argumento: é impossível haver qualquer boa política ou política de vergonha sem o Cristianismo, pois só ele garante a seriedade e severidade da Lei Moral, único instrumento salvador da pátria e de toda a Terra. Só ele diz que um deus (O Criador do Universo, Deus com Letra maiúscula) irá pedir conta de quem não obedecer à Moral cristã, aquela que ensina o caminho do bem iluminando o caminho do mal. Só ele é capaz de substituir QUALQUER OUTRA autoridade com vantagens, pois só ele aproxima o Criador de suas criaturas e as faz respeitarem-no e obedecê-LO. Logo, se o Comunismo, o Socialismo ou o Lulopetismo são ateus, então não aprovam o Cristianismo nem o Cristianismo os aprova! Eis porque detestam a Moral e agem como se ela não existisse, metendo a mão na coisa pública e roubando a nação.

Homem isolado pelo pecadoPorquanto ao Homem sozinho, após milênios de atuação sob efeito da Queda original, não é mais possível fazer QUALQUER COISA (João 15,5) para consertar-se e, pelo contrário, não quer consertar-se porque passou a gozar com a desobediência e a pseudo liberdade de uma vida supostamente independente de Deus. Isto explica direitinho todo o quadro atual encontrado no mundo, e em especial no Terceiro Mundo, lá onde reinam republiquetas pró-comunismo.

Finalmente, a nossa esperança, ainda que moribunda com a realidade dos últimos anos, fica um pouco acesa ao assistir gente como Hélio Bicudo e Janaína Paschoal a destilarem suas convicções de que a falta de valores morais é o grande abismo em que caiu a Humanidade, e de que a reintrodução da Moralidade é a única forma de resgatar o ser humano do inferno em que se meteu (uma vez que todos os valores éticos foram extintos ou desintegrados com a escalada do materialismo e do hedonismo no mundo, do que se aproveitam todos os corruptos para iludir o povo e continuar suas vidas de impunidade, vivendo “acima da lei”). O único caminho então parece ser pedir a Deus que intervenha neste mundo em defesa da minoria, ou seja, daqueles poucos que estão vendo o quadro atual a desmoronar como livros ao fogo, e sem ter poder político algum para fazer justiça.

 

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Deus aceitou ser provado por via indireta

A presença cada vez mais insidiosa de céticos nesta geração materialista é tão acintosa que pode até influenciar crentes ao desânimo e à desesperança, dadas as ‘evidências’ cada vez mais aparentes de que o planeta Terra está à deriva, como o livro do Gênesis nos leva a prever. Então, como Deus pôde resolver tão intrincado problema e apresentar a si próprio sem poder dar nenhuma prova concreta de si mesmo?

Arquivo-X ='The_truth_is_out_there'“Deus deixou todo o quadro da descrença hiperbolizada atrelado às deduções lógicas da mente humana, por mais rasteira e medíocre que ela fosse. E a questão óbvia se mostra muito mais evidente agora neste tempo, bastando para isso utilizar o seguinte argumento: ‘Se em qualquer situação você for visitado por alguém, ou se um sujeito qualquer se aproximar de sua casa e abrir o portão de seu jardim, qual hipótese surgirá mais clara e segura em sua mente: a de que se trata de um grande homem, um bom samaritano que veio lhe trazer uma ótima notícia; ou se tratará de um marginal perigoso, cuja intenção será roubar sua casa ou lhe matar?’… Ora, aqui está o ‘X’ da questão! Veja…

“Deus sabia de antemão que se o Homem caísse, crer na existência de Deus seria muito mais difícil do que crer na existência do diabo, pois é lógico que o mal cresceria e ficaria muito mais evidente no Planeta inteiro! Assim sendo, sabendo que sua própria pessoa ‘sumiria’ diante das evidências crescentes e cada vez mais acintosas da maldade, Deus permitiu a manifestação do cúmulo da maldade de propósito… Pois, uma vez que o ápice da maldade chegasse, a própria maldade iria apontar para a existência de uma inteligência por trás do Mal, e este fato iria obrigar os céticos a ver que existe algo além da mera matéria física. E então, chegando à conclusão de que existe algo além da matéria física, embora sendo a maldade pura, este fato em si levaria ao raciocínio de que, se existe um mal inteligente no Além, obviamente existirá um Bem inteligente no Além, e foi Ele que permitiu todo o quadro atual diante do olhar humano”.

Cerebro have four lobes“É óbvio que mesmo assim Deus ainda estaria levando desvantagem, pois o único ser benigno inteligente que este quadro ensejaria na mente medíocre da Humanidade, seria o de um deus panteísta ou dualista, ou seja, um deus do bem em pé de igualdade com o deus do mal, dada a pobreza da noção de dualidade que acorre rapidamente ao cérebro humano ou à metade desse cérebro. Assim, a Humanidade imediatamente deduziria que de fato há duas forças enormes e ‘idênticas’ no cosmos, uma boa e uma ruim, e elas estariam em guerra desde o início, cada uma crendo que é boa e que a outra é má. Portanto, o acúmulo da maldade não levaria ninguém ao Deus cristão, mas pelo menos permitiria a crença de que algo além deste mundo existe, mesmo que ele esteja aparentemente vencido pela maldade, encontrada a cada dia mais espalhafatosa neste planeta”.

“Assim, todas as almas honestas que sinceramente não conseguissem crer em nada além do que seus olhos veem, poderiam ter este último recurso de crença, a saber, observar a maquinação inteligente do Mal no mundo e deduzir, em todos os mínimos recantos e por todos os mínimos sinais visíveis, que há alguma ‘intenção secreta’ na maldade, conduzindo cada ato mau ao seu ápice (angústia, depressão, loucura dor e todos os males físicos do corpo) e produzindo sempre o pior desespero de dor e sofrimento, e ainda ficando a se nutrir das emoções negativas que tal dor provoca!. Logo, com este quadro facilmente visualizável pelas almas de mente mais medíocre, a probabilidade de que essas mesmas almas ‘captem’ alguma luz do lado oposto, o lado da bondade, torna-se possível ou fica muito mais plausível de ocorrer, mesmo num mundo inteiro de céticos e corações de pedra”.Deus se prova indiretamenteEis então a única dedução obrigatória neste ponto: que Deus foi o grande prejudicado com a Queda do Homem, pois qualquer incursão na maldade levaria o seu praticante à imediata cegueira da bondade, e assim a figura de Deus estaria definitivamente desaparecida da mente humana, a qual iria sucumbir agora no meio de uma escuridão sem fim, pois a maldade lhe retiraria toda a luz física, mental e espiritual e o praticante da maldade perderia toda a memória da existência do Bem inteligente, como se este nunca tivesse existido e nunca o tivesse criado. Logo, se não fosse pelo amor louco de Deus por nós, e se não fosse por seu extraordinário poder, capaz de imiscuir-se nas mínimas coisas e deixar sinais – ainda que minúsculos – em toda parte, o Homem jamais se recuperaria da Queda e estaria fadado ao abismo sem fim, tragado pela vontade luciferiana, sem salvação alguma.

Eis porque o livro de Hebreus sentenciou aquela severa mas indireta exortação: “Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão e desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres, e por distribuições do Espírito Santo segundo a sua vontade” (Hb 2,2-4). Logo, deixemos aos medíocres a descrença, e nos apeguemos à glória de possuir um Deus que encheu o mundo de sinais e prodígios eloquentes de sua existência ulterior, não dando margem a dúvida alguma de que, no meio dos sinais invisíveis aos céticos, está também a sua presença avassaladora, conduzindo todos os fatos ao beneplácito de sua vontade, até que todos cheguemos à plenitude da visão beatífica, conhecendo-O pessoalmente como por Ele somos conhecidos!

 

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O caráter voluntário e controlado da misericórdia divina

Ao dizer em sua palavra “Eu tenho Misericórdia de quem eu quiser ter”, Deus se apresenta como uma mente tão consciente de seus poderes que para entendê-LO bem, nem mesmo o Amor infinito seria um critério seguro, como se poderia esperar de um semideus com um ponto-cego em seu controle mental.

Coração misericordioso de Jesus-1O apóstolo s. Paulo diz, em sua Carta aos Romanos, capítulo 9, verso 15: “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão”. Todavia este mesmo trecho bem traduzido diria o seguinte: “Eu tenho misericórdia de quem eu quiser ter”. Ouvindo outra vez esta impressionante sentença, as orelhas se curvariam para dentro e quase não querem mais ouvir, pois se trata da pior, da mais violenta ou da mais “independente” declaração de Deus à Humanidade, que até hoje acreditava contar com uma misericórdia infinita e até “automática”, “tamanho era o Amor de Deus” no entendimento do Zé povão. Ledo engano. Enfim, é esta batata quente que vamos tentar descascar aqui.

O único Deus verdadeiro, na sua unidade divina em três pessoas distintas, para estar em conformidade com a mais alta teologia (a Teologia da Trindade), precisaria ter todos os atributos lógicos da onipotência e do infinito, e infelizmente e Humanidade se esquece de muitos desses atributos, como a humildade infinita e a justiça perfeita. Mas também sempre escapou, da consciência do homem natural, a questão da voluntariosidade do coração de Deus, que é inteiramente diferente do coração humano, porque controla tudo, dentro e fora de si.

Neste sentido, não há nada nele que pudesse significar algum gesto impensado ou qualquer reação impulsiva, por conta de um ato reflexo ou um repuxo de nervos. Não. Ele é todo controle e controla tudo, sendo a medida exata da perfeição organizacional, onde tudo sempre sai como planejado e organizado, exceto se Ele mesmo permitisse o contrário. Sua exatidão psicológica e sua inteligência emocional jamais permitiriam, como consequência do próprio fato de ser perfeito, que Ele cometesse algum ato “fora de sua vigilância insone”, e por isso episódios como aquele “do roupão de Jesus”, do qual Ele disse: “senti que de mim saiu poder” (Lc 8,46), jamais poderiam acontecer em qualquer mundo, a não ser que Ele próprio suspendesse a sua vigilância insone, permitindo fenômenos “meio involuntários” numa mente divina.Filho-pródigoAqui chegamos à Misericórdia voluntária. Muitos de nós sempre pensamos que Deus-pai, à moda do pai do filho pródigo, seria capaz de correr pelos campos para abraçar o filho perdido que volta imundo, independente do quão nefasto tenha sido o rapazote, e o quanto de maldade tenha praticado, mesmo que nessas maldades tivesse estuprado criancinhas. Muitos de nós chegamos a pensar que Deus “nem olharia mais o passado do cara”, e assumiria que o mancebo se arrependeu de fato e de direito, e agora já estava livre de todos os seus vícios, como pensam os protestantes quando dizem que as almas passam pelo arrependimento quando se entregam a Jesus (como se as almas tivessem que se arrepender apenas uma vez na vida e já ficassem livres de seus vícios!).

Mas Deus não vê como o homem vê! Para o Pai do Céu correr atrás de nós antes de voltarmos à casa paterna, Ele já olhou nosso coração e já verificou se aquelas lágrimas patéticas eram de fato arrependimento ou fingimento, e jamais nos abraçará sem que a resposta seja “sim-SIM não-NÃO”! (Mt 5,37)… E pior: Sua inescrutável justiça é tão intrincada que nenhum critério humano se encaixa nela, como ficou claro na parábola do administrador do campo (Mt 20,1-16: o versículo 15 traz a bofetada final). Porquanto o pai pode correr para abraçar o filho mesmo que ele não tenha se arrependido de nada; e também pode negar o abraço para aquele que não cometeu pecado algum, como parece ter sido o caso do outro filho, irmão do filho pródigo (Lc 15,29-32).

Isto posto, a declaração dada a Moisés e reproduzida por Paulo em Rm 9,15 deve ser encarada como a mais nua e crua verdade passada desapercebidamente por nós, talvez mal acostumados a ouvir o povão gritar babaquices e a ouvir nossa própria ignorância interior a sussurrar: “Não se preocupe e faça o que lhe der na telha: Deus é tão misericordioso que um dia sairá poder do roupão dele e você será curado quase que involuntariamente por Jesus, tal como Ele curou a mulher com hemorragia!”. Tosco engano! É bom repetir isso sempre para perturbar o sono de nossa alma…

Mulher do fluxo de sangueQuando chegarmos ao Juízo Final, Ele não estará com o “roupão mágico” de Jesus, e terá misericórdia 100% consciente, e somente após verificar se seu coração já deixou de ser de pedra e passou a ser de carne, e agora de uma carne ressurreta! Não se engane: Ele provará ali que terá misericórdia de quem quiser ter, e não de quem achou que merecia! As ingentes surpresas que todos terão no Juízo Final (apontadas pelos profetas) se darão justamente por isso: porque muitos que para nós mereciam o inferno, Ele quis salvar e correu para abraçá-los ainda imundos, antes mesmo de estarem no caminho certo da volta para casa (quem vai saber por quê?). E muitos que para nós mereciam o Céu, veremos do lado esquerdo dEle! (Mt 25,41).

Enfim, Ele se apieda das almas que agradaram estranhamente o seu “estranho” coração (‘estranho’ para nós injustos), e não daquelas que nós julgávamos capazes de agradá-LO!. Ele não ouvirá as nossas orações como muitos dizem, “indistintamente”, mas escolherá voluntariamente aquelas que sua retaguarda retribuirá. Ele salvará somente os que para Ele O amaram, e não os que nós acreditávamos amá-LO. Quase ouço palmas dos calvinistas, mas não há aqui nenhuma abertura para a possibilidade de uma salvação preconcebida. Se você é cristão e não está acostumado a humilhar-se diante do Mistério Supremo, então está na hora de fazê-lo, antes que cheguem os maus dias em que não sentirá mais nenhum prazer ou nenhuma energia para se iludir.

 

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