Semana Lewis 2025: último dia, com JJ Benitez

Neste sábado, último dia da nossa SEMANA LEWIS 2025, trazemos à luz a melhor explicação que conhecemos acerca do Purgatório, publicada pela maestria investigativa e literária do grande escritor e ufólogo espanhol, JJ Benitez.

Aqui apresentamos um trecho da Wikipedia sobre este autor, e pedimos encarecidamente que todos os nossos alunos e inscritos assistam o vídeo em que Benitez explica o Purgatório, cujo link fornecemos neste comentário.

Trecho da Wikipedia:

Biografia

Em 1962, começou o curso de jornalismo na Universidade de Navarra, iniciando a carreira como jornalista e enviado especial em vários diários espanhóis, como o periódico La Verdad de Múrcia, Heraldo de Aragón ou La Gaceta del Norte.

A partir de 1972, especializou-se no fenómeno OVNI, investigando casos na Força Aérea Espanhola. Em 1975, afirmou ter participado de um encontro marcado com alienígenas no deserto de Chilca, no Peru, fato que marcou a sua vida e está retratado em seu primeiro livro, OVNIs – SOS à Humanidade. Suas pesquisas com o Santo Sudário deram origem a uma série de livros de grande sucesso (mais de 6 milhões de livros vendidos[2]): Operação Cavalo de Tróia, sobre uma operação da Força Aérea dos Estados Unidos que envia, através de uma máquina do tempo, pessoas contemporâneas para a época de Jesus de Nazaré. Muitos afirmam que é um plágio da obra O Livro de Urântia. Benítez, porém, sempre repudiou essas acusações.[3]

Também produziu documentários de televisão, conferências, artigos de imprensa e entrevistas que abordam supostos fenómenos de OVNIs. Em 1992, dirigiu um curso de caráter universitário em El Escorial sobre questões extraterrestres, gerando controvérsias entre a comunidade científica espanhola, que o acusou de completa falta de rigor e de ser totalmente acientífico por atribuir causas extraterrestres a fenômenos explicados anteriormente sem necessidade de intervenções alienígenas.

Algumas obras:

O Dia do Relâmpago (2013); Operação Cavalo de Tróia 9: Caná (2011); Operação Cavalo de Tróia 8: Jordán (2007); Operação Cavalo de Tróia 7: Nahum (2005); Operação Cavalo de Tróia 6: Hermón (1999); Operação Cavalo de Tróia 5: Cesarea (1996); Operação Cavalo de Tróia 4: Nazaret (1992);   Operação Cavalo de Tróia 3: Kennereth (1990); Operação Cavalo de Tróia 2: Masada (1989); Operação Cavalo de Tróia: (1987); Rebelião de Lúcifer (1985); Ensaios: Cartas a um idiota (2004);    Mágica Fé (1994); O testamento de São João (1988); Astronautas de Yaveh (1980).

Comentário:

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Semana Lewis 2025: Astrônoma diz que estrelas são anjos

Uma linda astrônoma amadora, fazendo uma atualização das notícias sobre o estranho visitante 3I Atlas, levou sua análise até as “entranhas da lenda”, e acabou contando algo que está dentro de um dos maiores segredos da Teologia Lewisiana: a revelação de que as estrelas são seres vivos e, em linguagem bíblia, seriam anjos e arcanjos a serviço do Senhor do Universo.

Para os fãs lewisianos das “Crônicas de Nárnia”, é bem fácil lembrar A FILHA DE RAMANDU, a linda personagem Lilliandil, do episódio 5, chamado “A viagem do Peregrino da Alvorada”, pela qual Lewis vem revelar a verdade da vida anímica de cada estrela do universo, usando a seguinte pergunta para início de sua revelação: “O que é uma estrela?”, e a complementa dizendo que a Ciência e a Astronomia apenas entendem A CONSTITUIÇÃO de uma estrela, mas nunca a define como um ser vivo.

Logo, o vídeo da linda Karolzita Tavares chega em boa hora e constitui um enorme prazer de revisitar esta revelação de Lewis, brindando a cada um de nós que amamos o mestre cristão irlandês. Assistam o vídeo a partir deste link:

https://www.instagram.com/reel/DRKXarvjtKn/?igsh=bmQyZndudzI3dXJ3

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Semana Lewis 2025: Lilith, uma crença particular de Lewis

Um padre católico muito bem informado e amante dos mistérios de Deus, fez um vídeo extraordinário, explicando algo que CS Lewis comunicou, de certo modo, timidamente, em razão das muitas oposições feitas por cristãos a este legado das ciências ocultas que Lewis não temia investigar.

Trata-se da resposta à pergunta: “Adão teve uma esposa antes de Eva?”, referindo-se à lendária Lilith, que boa parte dos estudiosos têm como um mero demônio feminino, do tipo “súcubo”, e o qual teria seduzido Adão antes de Eva oferecer-lhe a maçã.

Lewis não descarta nenhuma das hipóteses, contemplando tanto a noção de um ente demoníaco sedutor no Paraíso, quanto a ocorrência de uma outra mulher, uma feiticeira, oriunda de tribos recém saídas da evolução dos primatas. Mas enfim, vejamos o que explicou este bom sacerdote do Catolicismo Romano:

https://www.instagram.com/reel/DPQuDYUjQgK/?igsh=MTZmaGFwYmhpNjdmaQ==

Ao final e a cabo, fica uma reflexão muito instigante para nós lewisianos: que os mistérios da criação são tão medonhos e intrincados quanto a própria Teologia da Santíssima Trindade, cujo “complicômetro” perturbou até mesmo santos como Agostinho e São Tomás. Quanto a nós, meros alunos de Lewis, só resta estudar e quedar-se diante do infinito incognoscível, como recomendava William Shakespeare.

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Semana Lewis 2025: Notícias do Reino Unido

O Reino Unido acordou aos pés de Aslan. Vejam:

https://www.instagram.com/reel/DOno5qBjZpD/?igsh=YXVteTQwYjBpeGEy

Uma rainha da Escócia reinou com santidade e virou modelo para todas as rainhas cristãs desde então. Vejam:

https://www.instagram.com/reel/DRHd3pREbYy/?igsh=MWl1Y2NkbzZ6YnNvMQ== 

São notícias que certamente estariam na mente e lembrança de CS Lewis, porque, por mais que tivesse críticas a fazer à História de sua pátria, jamais deixou o coração trilhar qualquer antipatriotismo, mesmo quando uma notícia trazia informações de outros países da Grande Ilha, incluindo Escócia e País de Gales. Quem tem sangue e coração na História Espiritual da “Terra dos Anjos”, sempre sentirá a Alegria (ou a “Joy”) de que compunha Bach na Idade Média e Lewis explicou no livro SURPRESO PELA ALEGRIA. Boa Semana Lewis a todos.

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Dois vídeos recentes do StudioJVS refletem o pensamento de CS Lewis

Com isto atendemos aos inscritos e visitantes que não têm mais tempo para leituras ou que preferem assistir vídeos. Boa diversão, aliás, boa concentração:

  1. A encarnação do Verbo nos Reinos da Criação: comentário com base no texto O GRANDE PECADO:………………….. https://www.youtube.com/watch?v=KjS_jMp3xUA
  2. A miniaturização do Verbo: igualmente, mais uma vez O GRANDE PECADO nos inspira em nossa jornada de arrependimento e salvação ‘post mortem’:…………………. https://www.youtube.com/watch?v=8AEk7JbDYcM

Para bom entendedor, meia palavra basta, ou basta um comentário bem explicado. Voltamos amanhã.

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Semana Lewis 2025: O orgulho como o maior pecado

Dom Adair, melhor bispo católico da atualidade, fala como Lewis e escancara o mal do orgulho:

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Semana Lewis 2025: O que colhemos da I.A. sobre nós

Duas perguntas foram feitas à Inteligência Artificial, sendo respondidas após as imagens abaixo postadas.

Pergunta 1: O que estuda a Escola de Aprofundamento Teológico? (Clique nas figuras abaixo para ampliá-las):

Pergunta 2: Qual autor é mais estudado na Escola de Aprofundamento Teológico?

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Início da SEMANA LEWIS 2025

Prezados amigos e alunos:

Como temos dito nos últimos anos, o ânimo para continuar nossas postagens VIA SITE E BLOG está cada vez mais esmaecido, dadas as evidentes demonstrações, por nosso público-alvo, de aumento e até exclusividade de interesse em vídeos (sobretudo SHORTS) e redução drástica no interesse em leituras corridas em sites. Isto evidentemente leva os “sitiantes’ e blogueiros a ter seu próprio ânimo reduzido e a concentrar seu interesse e suas postagens em canais de vídeo, como acontece no nosso Canal do YouTube, o StudioJVS (https://www.youtube.com/@StudioJVS).

Uma impressionante ilustração de um momento posterior, onde Aslan se decepciona com Suzana.

Uma impressionante ilustração de um momento posterior, onde Aslan se decepciona com Suzana (clique na figura para ampliar).

De qualquer modo, não totalmente desanimados ainda, e coroando os poucos que ainda se interessam por livros e textos prolongados, não nos furtaremos a postar aqui e no nosso BLOGEAT, matérias sobre Lewis neste período tão caro e especial para os lewisianos.

Claro que algumas ou muitas destas postagens serão apenas “links” para vídeos e textos noutros sites, bem como em nosso Canal, divulgando aquilo que para nós honra e homenageia nosso mestre humano maior, Clive Staples Lewis.

Nossa primeira postagem neste dia e neste site será, além das duas imagens mais significativas de chamamento da Série Nárnia, o link de um vídeo “short”, onde a belíssima e inteligentíssima psicóloga FRANCIELE OTTO trata um tema central da Teologia Lewisiana, a saber, “O Certo e o Errado como chaves para o Sentido do Universo” (título de um capítulo de seu Livro-1, uma vez publicado com o título “Cristianismo Autêntico”). Aqui está o link para o vídeo da Dra. Franciele Otto:

https://www.instagram.com/reel/DQNW4_FEXCm/?igsh=MXNsNjQ2dHZheXo5dQ==

Sem maiores comentários, o que nos entusiasma nas declarações e discursos de Franciele Otto é sua clareza lógica e o caráter benigno de sua alma feminina, superando a lucidez de grande parte da Humanidade e assim equiparando-se ao próprio Lewis, de quem ela sem dúvida é uma fã, embora ainda inconfessa.

Recomendamos a todos se inscreverem no Canal dela no YouTude, Instagram e “X”, bem como associar-se ao seu site ou blog, a partir do endereço no seu Instagram. Voltamos amanhã, e que Aslan proteja e abençoe a todos.

 

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SEMANA LEWIS 2024: Relendo “Cristianismo Autêntico”

Fã de carteirinha de Lewis, Rilson Joás escreve: C. S. Lewis é definitivamente meu autor favorito. Conheci ele quando um dos amigos de meu pai lhe emprestou o DVD de ‘As crônicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa’ (e sou grato por isso até hoje). Não vou fingir que entendi todo o simbolismo cristão na época (nem pretendo dizer que entendo tudo hoje). Mas lembro que aquele filme me fascinou de uma forma que nenhum outro havia conseguido antes, e poucos conseguiram depois. E quando conheci a parte alegórica da história fiquei ainda mais impressionado com o cuidado de Lewis no desenvolvimento daquele mundo.

Tive a honra, posteriormente, de ter acesso a dezenas de escritos de Lewis. Mas, ainda que cada um trouxesse algo diferente do outro, ‘Cristianismo puro e simples’ segue sendo o meu livro favorito de C. S. Lewis. E a explicação é simples: Lewis tinha domínio sobre vários assuntos, mas de alguma forma conseguiu incluir grande parte dos seus temas de interesse nesta série de programas de rádio, que viraram o livro que temos em mãos hoje.

      Para celebrar esse meu favoritismo com essa obra, escolhi 5 frases dela que mais me impactaram e que espero que sejam de algum proveito também para vocês.

“Todos queremos progresso, mas se você está no caminho errado, progresso significa dar uma reviravolta, retornando ao caminho certo; neste caso, o homem que mais cedo retorna é o que mais progride.”

Explico: Se você quer chegar de um ponto A a um ponto B, sempre haverá a maravilhosa possibilidade do progresso e a aterrorizante possibilidade de não saber por onde ir. Em nossa época, temos vários grupos políticos e sociais que advogam para si mesmo a fama de progressistas, mas que, ironicamente, afirmam que a verdade é relativa e que todos os caminhos chegam a B. Mas, como vai haver progresso se não existe uma estrada certa? No fim, é um ‘progresso’ para perdição. É melhor retornar ao caminho certo, só assim haverá um progresso de verdade.

“Meu argumento contra Deus era o de que o universo parecia injusto e cruel. No entanto, de onde eu tirava essa ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha é torta se não souber o que é uma linha reta. Com o que eu comparava o universo quando o chamava de injusto?”

Se há um ‘caminho certo’ de A até B, então, como achar ele e qual a sua origem? Lewis vai dedicar a primeira parte inteira do livro a este problema, até chegar no próprio Deus, fonte de toda bondade, verdade e beleza.
Por experiência própria, Lewis tinha alguma ideia do que era justiça, mas em Deus, ele conheceu o Justo Juiz. Ele tinha alguma ideia do que era bondade, mas em Deus, conheceu o Bom Pastor. Ele tinha alguma ideia do que era crueldade, mas em Deus, conheceu Aquele que se fez Servo Sofredor para fundar um Reino de alegria e paz, onde nenhuma crueldade poderia entrar. Lewis percebeu que sem Deus todas as explicações sobre a existência da bondade e da maldade são incompletas. “Quando Cristo foi crucificado, ele morreu por você, individualmente, como se você fosse o único homem na terra”.

“Imagine-se como uma casa, uma casa viva. Deus chega para reformar e reconstruir essa casa. No começo, talvez você consiga entender o que ele está fazendo. Ele desentope os ralos, conserta as goteiras do telhado, etc: você sabia que esses consertos eram necessários e por isso não se surpreende. Mas de repente ele começa a derrubar as paredes da casa; isso lhe causa uma dor terrível e aparentemente não tem sentido. O que ele pretende fazer? A explicação é que ele está construindo uma casa muito diferente da que você queria ser. Está construindo uma nova ala aqui, acrescentando um novo pavimento ali, erguendo torres, abrindo pátios. Você pensava que seria transformado num simpático chalezinho, mas ele está construindo um palácio no qual ele pretende habitar em pessoa.”

Deus está além do tempo e possui controle de tudo. E, ainda que tenhamos dificuldade de compreender o que ele está fazendo agora, seu propósito final é exposto nas Escrituras de forma clara: (re)formar ou redesenhar criaturas que ao final se pareçam com Ele, tornando-os “pequenos cristos”.

“Quanto mais tiramos do caminho aquilo que agora chamamos de ‘nós mesmos’ e deixamos que ele tome conta de nós, tanto mais nos tornamos aquilo que realmente somos. Ele é tão grande que milhões e milhões de ‘pequenos cristos’, todos diferentes, não serão suficientes para expressá-lo plenamente. Nesse sentido, nossos verdadeiros seres estão todos nele, esperando por nós. De nada vale procurar ‘ser eu mesmo’ sem ele”.

Nossa era tem nos pressionado frequentemente a sermos ‘nós mesmos’, mas o que isso quer dizer? Pela forma em que nossa sociedade coloca essa expressão, parece que devemos ‘ser nós mesmos’ ao deixarmos nossos desejos à solta e fazer o que nos der na telha, sem se importar muito com as consequências. Para Lewis, isso é apenas outra forma de escravidão e não vai nos fazer mais como nós deveríamos ser; na verdade, nos fará mais ‘iguais’ como os outros. Apenas ao estar em Cristo seremos mais como nós mesmos, porque só nEle cumpriremos o nosso propósito desde a eternidade: refletir fielmente a imagem de Deus, que fez cada um individualmente, e em quem cresceremos em amor e glória, para todo o sempre.

Cristianismo puro e simples’ , ou, como gosto de chamar pela segunda Edição da ABU, CRISTIANISMO AUTÊNTICO, é um livro que guarda muito mais pérolas como estas, algumas estonteantes até para cristãos, e é certamente um clássico para se guardar debaixo do travesseiro e reler regularmente.

 

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SEMANA LEWIS 2024: Dez coisas sobre Lewis

Clive Staples Lewis foi um dos autores cristãos mais conhecidos, amplamente lidos e frequentemente citados dos tempos modernos. Aqui estão oito coisas que você deveria saber sobre o autor e apologeta que foi chamado de “O apóstolo dos céticos”.

  1. Lewis é mais conhecido por sua saga de livros infantis, “As Crônicas de Nárnia”. Mas ele escreveu mais de 40 livros em diversos gêneros, incluindo poesia, romance alegórico, teologia popular, filosofia educacional, ficção científica, contos de fada, reconto de mitos, criticismo literário, cartas e autobiografia. Há quem diga que, somando-se os manuscritos, Lewis escreveu mais de 60 livros!
  2. O seu amigo Owen Barfield, a quem ele dedicou o livro “Alegoria do Amor”, também era seu advogado. Lewis pediu para Barfield criar um fundo de caridade, chamado de “O fundo Ágape”, com o lucro de seus livros. Se estima que 90% da renda de Lewis ia para aquilo que ele mesmo chamou, em relação ao herói da Trilogia Espacial, de “as caridades secretas de Ransom”.
  3. As “Crônicas de Nárnia” (quem tiver sido atento na leitura sabe bem), sobretudo o livro “O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPAS”, foi dedicado mistagogicamente a uma menina chamada “Lúcia Barfield”, que sem dúvida devia ser filha, sobrinha ou neta de Owen, por possuir muitas semelhanças de caráter com a personagem Lúcia Pavencie, “encantadora menina iniciadora do mistério narniano”.
  4. Em 1917, Lewis abandonou os estudos para se voluntariar ao Exército Britânico. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele foi comissionado ao ‘Terceiro Batalhão da Infantaria Leve’ de Sumerset. Lewis chegou à linha de frente no Vale de Somme, na França, no seu aniversário de 19 anos, e experimentou a guerra de trincheiras (neste local se travou uma das batalhas mais pesadas da 1ª Grande Guerra). Em 15 de Abril de 1918, ele foi ferido em combate, e dois de seus colegas de farda foram mortos por um projétil britânico que errou o alvo. Durante aquele conflito terrível, Lewis também pode ter aspirado gases tóxicos da guerra bioquímica do início do Século XX, e aquela aspiração pode ter encurtado sua vida por ter afetado seus pulmões (Lewis morreu com 65 anos), embora muitos atribuem suas pneumopatologias ao seu vício de fumar bastante. A 1ª Guerra também fez Lewis sofrer depressão e saudades doentias de casa (homesickness), coisa que se verificou durante todo o seu processo de recuperação que durou pelo menos uns 4 anos.
  5. Lewis cresceu numa família engajada na Igreja da Irlanda, e por ela aprendeu muita coisa da doutrina cristã. Todavia ele, por ser um gênio de inteligência, enfrentou um período de dúvidas que o levou a se tornar ateu depois dos 15 anos, embora tempos depois tenha descrito sua juventude como um tempo paradoxalmente equilibrado entre alguém “muito irritado com Deus por Ele não existir”. Foi daqui que ele intuiu o entendimento clássico: “Se Deus não existisse, alguém teria que inventá-lo, pois o universo perde todo o sentido se houver um vazio original”.
  6. O retorno de Lewis para a fé cristã foi por uma influência direta das obras de George McDonald, por quem ele foi informado de possuir uma “qualidade pré-natal” no livro O GRANDE DIVÓRCIO, e de quem se pode arriscar dizer que veio a inspiração direta para escrever a sua experiência onírica com o Purgatório.
  7. Outras fontes também ajudaram Lewis a vencer seu “ateísmo lógico”, um ateísmo “pouco inteligível para mentes medíocres”, e sua própria cabeça pode ter sido sua grande amiga na descoberta do Criador indisfarçável no meio da Criação. Além disso, debates intensos com o seu colega de Oxford e amigo J. R. R. Tolkien (autor de ‘O Senhor dos Anéis’), também o enriqueceram profundamente no caminho da fé, sem falar no livro ‘O homem Eterno’ de G. K. Chesterton, este que acabou sendo “o adversário mais lúcido que Deus pôs em seu caminho” (Tolkien e Chesterton eram católicos romanos fervorosos).
  8. Ainda que Lewis se considerasse como um ANGLICANO ORTODOXO, suas obras foram extremamente populares entre evangélicos e católicos. Billy Graham, maior pregador batista da História, e que se encontrou com Lewis em 1955, disse que “achei que ele não é apenas inteligente e coerente, mas também gentil e gracioso”. São João Paulo II disse que o livro de Lewis ‘Os quatro amores’ era um dos seus favoritos. O padre Paulo Ricardo deu um curso inteiro baseado no livro “CARTAS DO INFERNO”.
  9. Depois de ler o livro ‘O problema da dor’, escrito por Lewis, o reverendo James Welsh, diretor de conteúdo religioso da BBC, chamou Lewis para transmitir programas na rádio. Enquanto Lewis ensinava em Oxford durante a Segunda Guerra Mundial, ele conduziu uma série de programas para a rádio BBC entre 1942 e 1944. Os programas transcritos apareceram originalmente em três panfletos diferentes: A Razão do Cristianismo (1942), Comportamento Cristão (1943) e Além da Personalidade (1944), mas eles foram posteriormente combinados no livro “A Razão do Cristianismo”, depois reeditado com o titulo “A Essência do Cristianismo Autêntico”, e finalmente ‘Cristianismo puro e simples’ (num título que nega seu conteúdo, pois logo na sua 1ª Parte, no capítulo “A INVASÃO”, Lewis explica o quão profunda e complicada é a criação de Deus). Em 2000, o livro ‘Cristianismo puro e simples’ foi votado como o melhor livro do Século XX pela revista Christianity Today (Cristianismo Hoje).
  10. Em 22 de novembro de 1963, exatamente uma semana antes de seu aniversário de 65 anos, Lewis desabou na cama às 5:30 PM e morreu alguns minutos depois. Porém a cobertura midiática de sua morte foi quase que completamente ofuscada pelo assassinato do presidente americano John F. Kennedy (morto algumas horas antes), maior líder norte-americano do Século XX. Sua agonia final é descrita no livro “Cartas a uma dama americana”, que fez muitos fãs irem às lágrimas com a leitura de suas últimas missivas àquela distante fã e amiga admiradora.
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