SEMANA LEWIS: “Lewis veio visitar-me” (quanta honra!)

Na madrugada do dia 10 de abril de 2017, ele veio a mim em sonho, mas em um sonho tão vívido e lúcido que pude resgatar algumas memórias “divulgáveis” e explicá-las para alguns leitores.

O próprio fato de Deus permitir um sonho desses, e a data e a circunstância em que ocorreu, devem servir de impulso para o leitor empreender uma espécie de “iniciação aos mistérios lewisianos”, por assim dizer, aos quais este articulista vem se dedicando desde 1965, quando pela primeira vez travou contato com o autor cristão mais extraordinário de toda a História pós Cristo. Além deste ponto, também é preciso deixar claro que este articulista nunca foi chegado a tomada de decisões com base em sonhos, e muito menos aceitou como autoridades aqueles que profetizam por sinais oníricos resgatados ao amanhecer (apesar de a Bíblia registrar e apoiar “profetas oníricos” a serviço do Senhor, sobretudo no Velho Testamento).

Outrossim, é preciso correr para avisar ao leitor que a experiência de ontem não teve nada a ver com a experiência de JB Phillips, na qual Lewis, poucos meses após a sua morte física (e pouco menos de dois anos antes de eu vir a conhecê-lo por meio do pastor Burton DeWolfe Davis), apareceu para Phillips em carne e osso, em corpo “sólido” [para entender corpo “sólido” será preciso ler o livro “O Grande Abismo”], e ali, em plena sala iluminada da casa onde Phillips estava, discorreu para este acerca da forma exata com que o Evangelho do Reino precisa ser pregado ao mundo inteiro, o que para nós inaugura neste Planeta o início do que chamamos “Lewisianismo” – conheça o relato de J.B. Phillips NESTE link.

Assim sendo, e guardadas as devidas proporções de espiritualidade entre este articulista e o mestre Phillips, apresso-me também para dizer que a aparição de Lewis no final de 1963 (e outra em fevereiro ou março de 1964) terá sempre o sagrado vínculo da verdade defendida por Jack (nome que o próprio Lewis se deu), e por isso eu mesmo tenho muito mais confiança no relato de Phillips do que no meu sonho, até porque em 1964 havia muito mais razões para Lewis ir até àquele reverendíssimo pregador, clérigo e escritor, ao passo que a atual derrocada de todas as instituições humanas, inclusive das igrejas cristãs, deixa o cenário completamente obscuro ou sem qualquer esperança, por assim dizer, exceto aquela que o Cordeiro de Deus prometeu realizar com sua volta a este planeta.

Por tudo isso, a estranha ocorrência de ontem à noite inquietou-me bastante, mesmo tendo me dado a alegria infinda de ver “meu Jack” tão de perto e tão saudável (sem qualquer cheiro de cigarro, rssss), com sua inesquecível fisionomia a iluminar meu quarto e minha saudade do futuro! Nem posso dizer quanto tempo o sonho durou… E agora que começo a descrevê-lo ou narrá-lo, vejo muito pouco espaço para uma aventura tão grande, e muito pouco tempo para uma conversa tão detalhista, que chego a admitir que o tempo de Deus, que rege a “dimensão” onde Lewis se encontra, penetrou em minha mente e me permitiu em poucas horas descobrir o que no Paraíso pode durar dezenas de anos terrestres.

Tudo começou no meio de uma caminhada, como a maioria de meus sonhos comuns começam, e de uma hora para outra, ou sem recordar como fui parar ali, eu me encontrava conversando com pessoas aparentemente transeuntes, tratando de assuntos que para todos os efeitos não se deve conversar abertamente, sobretudo numa praça pública de um planeta corrompido como o nosso. Como dizemos nessas ocasiões, conversa vai conversa vem, e separadas por um tempo aparentemente curto, tive a impressão de que “de uma hora para outra” Lewis chegou entre os transeuntes e veio logo “emendando” a conversa, e por isso passei a crer – depois de acordado – que todas as pessoas com as quais conversei não eram da Terra, ou pelo menos não estavam mais aqui.

Nunca fui atrás de saber porque Lewis imiscuiu-se no meio daquelas pessoas, e apenas intuí que é assim mesmo que ele está no Céu, rodeado de familiares, amigos e sobretudo alunos e ex-alunos, todos a ouvir e trocar conversa com Jack. A julgar pela forma com que me vi “separado” daquelas pessoas, depois que Jack passou seu braço direito por sobre os meus ombros, logo imaginei que a conversa que iríamos ter era aquela que me consolaria a esperar a sua conclusão somente no Além, pós Parusia. Mas jamais me doeu constatar isso. Aquele “mero” sonho já compensava todos os prazeres e alegrias que um dia tive na Terra, sem merecimento algum.

E então me veio à lembrança, como que saída de uma nuvem do Monte da Transfiguração, aquela parte da conversa que Jack teve com George MacDonald, na qual “o grande sólido” fez um sinal de vista para Lewis e com ele dizia ser impossível a Jack não “captar” toda a essência da verdade, com base nas “qualificações especiais” que Jack alcançara “por seus diletos contatos”…

Engasguei agora, e sem dúvida “ressetei” ali qualquer insinuação de ajustar-me ao colo de MacDonald, por assim dizer, até porque eu ainda teria que passar anos e anos caminhando pelos estranhos caminhos que Jack trilhou, desde as sombrias aléias medievais da Irlanda. Eu estava com Lewis, e era isso o que importava. Ele passou a me dizer coisas que sempre julguei proibidas aos mortais, sob ordens explícitas de sigilo vindas do próprio Deus!… Mas era então ali que estava o nó cego que somente Lewis me faria crer diferente. Somente se Lewis trouxesse os mistérios solucionados e somente se sua lógica satisfizesse meu senso de justiça cósmico, eu iria acreditar que não se travava de nenhuma violação de Jack ao Comando celestial de silêncio que deveria vigorar até o início da Grande Tribulação. E Lewis me trouxe 7 (sete) verdades que até hoje me espantam, não propriamente por serem espantosas, mas por terem sido passadas ao mortal mais temeroso e teimoso dentre os cristãos lewisianos.

E Lewis falou assim:

  1. Dileto irmão: Deus nunca tapou seus ouvidos às orações dos santos, e eu também demorei anos para descobrir isso, aliás, só descobri quando cheguei aqui.
  2. Você pode dormir em paz. Seus óculos não precisam de reparos. O mal que você vê e os bens que demora a ver sobre você são o “néctar dos deuses” que acampam ao nosso redor, desde que nascemos e os chamamos de “anjos da guarda”.
  3. A destruição avassaladora que chega aos seus olhos como máquina devoradora de santos vivos e dos santos caminhos não passa de “encenação” ou hipérbole para promover o terror, do qual a maturidade espiritual se vê livre.
  4. O Senhor nunca impediu o Mal de mover-se hiperbolicamente em sua fome de prazer, e o Mal nunca conseguiu agir na hipérbole sem impedir que os santos não vissem tudo e não fossem galardoados com a visão mais límpida da autoria da maldade praticada, e isso lhes dava ocasião de fuga feliz e a alegria da perfeita nitidez da visão.
  5. A visão aperfeiçoada pela atuação do Espírito Santo nos últimos dias deu a cada santo a previdência para vitória no bom combate, e também a energia para a organização de tudo, deixando a si e aos seus vivendo o paraíso na Terra, mesmo na terra arrasada pelo festim dos inimigos.
  6. Esta visão perfeita dentro da batalha final pode ser entendida como aquela “qualidade especial presente na alma” de que me falou George MacDonald, e que ninguém jamais entenderia com perfeição, exceto quem a possuísse, tal como ninguém reconhecerá seu nome no Livro da Vida, exceto aqueles que já receberam seu nome secreto.

7. Não se desespere com a camuflabilidade do Mal, pois o Senhor mandou dizer que A DIFERENÇA entre nós e eles é tão grande que nem mesmo a invisibilidade e todas as técnicas de “pós doutorado em atuação secreta” poderão garantir a Lúcifer atuar sem deixar rastro, e até o “rastro assoprado” será sempre de uma clareza “incorrigível”, e melhor, quem quer que tenha mesmo que um só olho, logo lhe apontará o dedo com a mão direita e com a esquerda tapará o nariz, e assim todo o mundo verá imediatamente que se trata da Maldade original que tentou dividir o Paraíso. Enfim, que um dia o Mal ficará 100% sozinho e experimentará a solidão que julgava aprazível e não mais conseguirá digeri-la.

Além dessas estranhas expressões, todas a rigor mal traduzidas (não pelo meu inglês ruim, mas pelos olhos ainda embaçados de meu corpo físico) para os padrões dos tradutores celestiais, a visão da aproximação de Lewis até meu quarto pode ter sido motivada pela virtual incapacidade da igreja atual de alertar-se para a realidade da parusia, cujo despertar seria dado (presumivelmente), mais uma vez, por uma espécie de “onda João Batista” dos novos tempos, a qual representaria ou estaria representado por algumas poucas ovelhas do pequenino rebanho lúcido das vésperas da parusia, que ninguém saberia identificar, nem entre eles mesmos.

Ao final, a própria utilidade da aproximação de Lewis me foi esclarecida pela única razão visível para este articulista em construção, a saber, dar certeza de que o fim se aproxima, agora pela razão mais forte, a saber, a ausência de segredos antecipada pela profecia de Mateus 10,26. Afinal, por que uma peça de teatro manteria as cortinas abaixadas quando o cenário real já foi exibido na entrada do espetáculo?

Outrossim, os demais aspectos da pessoa do Lewis ressurreto que se aproximou de meu sonho lúcido foram tidos como de somenos importância perante o alerta que ele veio me trazer, e por isso não vi nenhum motivo nem tive nenhum constrangimento em evitar tais derivações ou divagações, até porque outro incomparavelmente melhor “intérprete” já trouxe esses detalhes para seus leitores mais diletos e atentos às suas “alusões incidentais”, como diria Lewis, e isso basta sobre tais divagações.

Enfim, e com efeito, se este ínfimo e desvalorizado sinal não trouxer nenhuma luz no meio do recrudescimento da escuridão atual deste mundo, devo acentuar que a visita de Lewis foi mesmo uma cousa particular, e assim deverá ser entendida neste contexto e neste texto, cuja leitura deve ser evitada ou abandonada, tal como uma conversa de comadres deve incomodar quem não as conhece e jamais se interessaria pelas suas histórias. O leitor deve apenas procurar escutar isso de um modo mais desperto ou “esperto” do que tem escutado até agora sobre “guerras e rumores de guerras”, e ao final manter acesa a chama profética em seu coração, pois somente profetas se apaixonam por profecias.

 

Sobre Prof. JV de Miranda

João Valente de Miranda Leão Neto é bacharel em Administração de Empresas, com pós-graduação em O&M. É bacharel em Teologia, com licenciatura plena em Ciências da Religião. É técnico em desenho de arquitetura e Photoshop, telefonia, mixagem musical e editoração de som. É pesquisador de paraciências e ufólogo, poeta e ex-articulista de jornais de circulação no Nordeste. É redator e revisor autônomo de textos e dissertações na Grande Rede.

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