VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA EM 3D

Ver “Avatar” e agora “Viagem do Peregrino da Alvorada” em 3 Dimensões é uma experiência tão especial que quase podemos chamá-la de “Transcendente”. Eis o que temos a considerar acerca do filme, que foi visto pela EAT no último domingo (12/12):

A filmagem parece apenas uma superposição assimétrica de duas películas dirigidas para as mesmas cenas, e o espectador mais atento terá essa impressão mais forte quando ler os títulos do início, os créditos no final ou as legendas, quando também feitas em 3D. Há igualmente o mágico “efeito-bofetada”, quando objetos pontiagudos cruzam o ar vindos do fundo da cena em direção ao rosto do espectador, que dificilmente não tira a cabeça da frente julgando correr o risco de ter seu olho furado ou o seu crânio despedaçado. Hip Hurra! Glória da tecnologia e da nova 7a Arte, mas que ainda está longe de ser o Cinema do Século XXI, que só estará completo quando o 3D puder ser visto SEM o uso dos óculos especiais.

Os experts mais antenados com o cinema especulam que as pesquisas estão caminhando para a simples fixação de um eletrodo sensível superaderente à têmpora do espectador (semelhante aos utilizados em eletroencefalogramas), o qual não precisaria de fios por enviar ao cérebro, via rádio, wireless ou algo ainda mais mirabolante, as cenas “duplicadas” da película exposta aos olhos, dando a eles a imagem tridimensional que os óculos dão hoje. Esta seria a próxima etapa na tecnologia, fazendo antever os passos seguintes na evolução do cinema do futuro, onde as imagens poderão, num primeiro estágio, chegar à mente por comunicação via chips interiores (instalados sob a pele ou intracranianos), ou um passo ainda mais elevado, que seriam imagens transmitidas via telepatia, como verdadeiros sonhos, onde talvez nem se precise mais sair de casa para ir até as salas de projeção, que estarão, enfim, extintas.

Especulações à parte, entendemos que nossas impressões sobre o cinema 3D ficarão mais bem ilustradas num comentário sobre um dos filmes que vimos pela nova tecnologia, e assim escolhemos a “Viagem do Peregrino da Alvorada”, da Walden Media Productions, por contar uma história com a qual temos uma afinidade teológica de muito maior intimidade. Todavia, se o leitor quiser ler nossas impressões sobre o filme “Avatar”, clique neste link.

A filmagem da história do “Esplendor Hialino” não segue a seqüência “ideal” das Crônicas de Nárnia”, que seria melhor compreendida se o primeiro filme fosse “O Sobrinho do Mago”, vindo, logo após este, aquele cuja direção/produção ficou quase impecável, chamado “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupas”. Isto porque, do ponto de vista lógico da seqüência cronológica dos fatos, a aventura de Digory e Polly (ou Ari e Paula) ocorreu muito antes da descoberta luminosa de Lúcia, quando pela primeira vez entrou no guarda-roupas mágico. A seqüência lógica seria a história de “Aravis” e sua fuga pelas vastidões do Norte, contada poeticamente em “O Cavalo e o Menino”, única das Crônicas onde o enredo relata fatos ocorridos apenas fora da Terra, na época de ouro de Nárnia.

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http://www.artigonal.com/literatura1-artigos/viagem-do-peregrino-da-alvorada-em-3d-3854738.html

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A QUESTÃO DA NÃO-DUALIDADE LÓGICA DA CRIAÇÃO

Encontrar pessoas apontando dois caminhos ou dois sistemas, ou cientistas e filósofos falando que a vida se equilibra nos contrastes, é o lugar comum mais enganoso de todo o universo.

A hegemonia do número 2 (dois) ganhou status muito mais acintoso e imperioso na pós-modernidade, e a Humanidade simplesmente parece ter se esquecido da multiplicidade de opções encontradas em tudo e em todos os ramos do conhecimento. É simplesmente assustador observar a verdadeira extinção das terceiras posições, das possibilidades de todos os sistemas esconderem outras alternativas para sua própria formulação, e da violência com que a mente se agarra ao maniqueísmo do SIM e do NÃO, do preto e do branco, do ir e do vir, do crer ou descrer, do matar ou morrer, etc.

Pensa-se sempre aos pares de opostos, ou aos pares de problemas, ou no positivo e no negativo, e quando a mente se vicia a cortejar a dualidade, termina por eliminar qualquer outra hipótese de pensamento, afunilando-se sobre si mesma e atrofiando-se inexoravelmente até o zero absoluto. Os exemplos do cotidiano são muitos e bem didáticos, merecendo figurar aqui de passagem:

Diz-se por aí: “Se sua mulher tiver um caso fora, não se preocupe e tenha o seu caso também”. Diz-se de um homem de meia-idade solteirão: “ou ele é problemático com as mulheres ou é homossexual”. Diz uma adolescente para a sua mãe: “ou eu transo com ele ou ele vai embora”. Diz-se para quem está convidando para a sua igreja: “então venha visitar a minha também”. Diz-se sobre as religiões de um modo geral: “ou são todas ruins ou todas levam a Deus”. Diz-se sobre a espiritualidade e a vida após a morte: “seres involuídos são feitos de matéria; os superevoluídos não possuem matéria ou são fluídicos”. Diz-se sempre em casos de objetos voadores não identificados: “ou são naves da terra ou são extraterrestres”. Diz-se sobre as respostas captadas do Além ou sobre as visitas de estranhas naves nos céus: “ou elas vêm dirigidas por seres malignos ou por seres benignos”. Diz-se sobre a Ciência e sua evolução: “ou a ciência dá uma resposta ou nada mais dará”. Etc., etc..

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O PARAÍSO PERDIDO DOS MACACOS FELIZES

OS IMORTAIS MATÁVEIS

A higidez de toda a biosfera e uma saúde perfeita de corpo, mente e alma perfaziam a imortalidade do primeiro casal, o que não significa que eles não pudessem ser mortos.

Esta é uma conversa para cristãos ou com cristãos. Convido o leitor não-cristão a não perder seu tempo nesta leitura (pois ela certamente o desgostará) ou então iniciar a leitura com uma excelente pré-disposição de ânimo, tentando ver, nas linhas e entrelinhas, aquilo que veria um cientista “desengajado”, do tipo a quem se aplicaria aquele elogio do Roberto Carlos, “cabeça de homem mas o coração de menino”, inserido na música “Amigo”.

Nunca conclui um ano letivo sem receber, de algum aluno, alguma pergunta descrente acerca da “impossibilidade lógica da imortalidade edênica”. A questão sempre vinha acompanhada de um vívido espanto com a questão da idade de Adão (930 anos) e um tratamento ridicularizante do dado bíblico, posto na conta de mais uma das “mentiras judaicas canonizadas”.

Bom, assim sendo, tais alunos nem precisarão ser respondidos em relação à idade de nosso primeiro pai, uma vez que ao tratar tecnicamente de um mundo sem pecado, a resposta menor ficará claramente iluminada. E uma tentativa de resumir um assunto tão complexo e abrangente será o nosso ingente trabalho, sem nenhuma esperança de mudar a mente descrente da modernidade.

Adão e Eva são o exemplo ideal de “imortais matáveis”. Isto é, de seres cuja existência é tão perfeita e saudável, que a morte não teria qualquer poder sobre eles, exceto um ato voluntário de terceiros, que deliberadamente atirassem neles. Todavia o leitor deve lembrar que, em termos de seres capazes de empunhar e disparar uma arma de fogo, eles estavam literalmente protegidos, não por blindados, mas pela solidão de um casal escolhido por Deus para inaugurar a faculdade da fala entre primatas. O casal era o primeiro par de macacos evoluídos no qual Deus soprou o seu “pneuma” de despertamento da consciência, outorgando a eles as tarefas de administração do imenso Jardim, dentre as quais o dever de ensinar a linguagem articulada para os demais macacos (havia inclusive outros animais que falavam, e a Bíblia parece “insinuar” isso ao tocar no assunto das “serpentes”, as quais, até então, tinham pequenos braços e pernas, como lagartos).

No macroambiente edênico da pré-história contada por Moisés, a natureza estava de tal forma submissa ao controle de Deus e do “pneuma” de Deus (O Espírito Santo, terceira pessoa da Trindade), que não é possível, a nenhum ser humano moderno, sequer imaginar o quanto Adão se parecia com o Superman ou o quanto suplantava este. Entretanto, embora o homem imaculado tivesse poderes que faziam inveja a um super-herói, ele era “matável”, no sentido de que não tinha o corpo de ferro e este poderia ser atingido por um projétil, causando a destruição do corpo e a morte. Todavia era imortal, se nada mudasse no todo ao seu redor e se tudo se mantivesse na ordem pretendida; porquanto nada havia para contaminá-lo e nada o atingiria num ambiente sem pecado, onde a própria presença de Deus era perceptível aos olhos. Neste sentido, ele nunca morreria, porque jamais seria matado.

Além dos poderes “divinos” de uma alma imaculada e uma mente 100% utilizada, o meio ambiente de Adão e Eva estava 100% puro, incontaminado e incapaz de contaminar-se, protegido não apenas por Deus exteriormente, mas pela presença de Deus no coração do casal, o que impedia qualquer chegada de germes, bactérias ou pestilências de qualquer ordem, as quais sequer poderiam sobreviver ali, já que o ar puro e partilhado por Deus é mortal para qualquer vida inútil e maligna. Logo, como alguém pode morrer se não chega ao seu corpo nenhum agente exterior para contaminá-lo? Como adoecer o corpo se nenhum alimento é impuro? Se todos os microorganismos internos e externos estão a serviço da saúde?… Então, a pergunta é: Como o ambiente ficou tão contaminado como o de hoje?

A Graça de Deus, habitante de todos os lugares santos, uma vez rejeitada e expulsa, carrega consigo todos os méritos de Sua presença, não por vingança (como um de nós faria), mas por atração. O Bem da Graça é tão elevado que nenhum bem se mantém bom quando enfrenta a separação de uma rejeição, indo atrás da emanação divina ou atrofiando até a niilização, quando o desvio “atrasa a atração”. Ou melhor, quando Deus deixa um lugar, por ser Deus o infinito, nada poderá ocupar-lhe o espaço, e assim a atração do vazio sempre cairá para o finito. Afora o fato de que, após a expulsão, o vínculo da paz, consubstanciado pela amizade de Deus, começa a desfazer-se pela soberania do Livre-arbítrio, e assim a mente rejeitadora marcha inexoravelmente para a vida sem poder, ou frágil, uma vez que qualquer poder sem Deus termina virando fraqueza.

Portanto, esta é a história propriamente dita da fatídica e famigerada Queda do Homem, que o leitor agora pode vislumbrar como MUITO MAIS QUE UMA QUEDA: ela foi uma verdadeira implosão do ego sobre si mesmo, mergulhando no vazio do mínimo finito pela ausência do infinito. E certamente nem há mais palavras para descrever tal cena, pois esta foi grandiosa demais para a linguagem pragmática que Deus ensinou para o convívio da paz, que pudesse pelo menos atenuar o estrago provocado pela rejeição. Tudo o mais que alguém possa dizer será redundante ou deficiente, conquanto deixará de fora elementos fundamentais, ou incorporará os parasitas espirituais das patologias mentais humanas.

A Perda do Paraíso, cantada e decantada em prosa e verso ao longo da História, agora pode ser, à luz de milhões de anos da Evolução dos primatas, revisitada sob uma nova ótica esclarecedora (onde a vaidade moderna também cai sobre as estatísticas da expectativa de vida atual, a qual alcança folgados 80 anos), cuja noção será tremendamente afetada pela reafirmação da idade de Adão, que só os cegos voluntários não querem ver. Era um Paraíso sem morte, embora com mortais a habitá-lo. Mas eram imortais porque ninguém os mataria, e nada havia no ambiente que os contaminasse. E acima de tudo, SE por acaso chegassem criminosos para matá-los, ou germes para adoecê-los, suas mentes tinham poder suficiente para curar os inimigos e descontaminar tudo, numa auto-quarentena.

E agora, homem moderno? Agora que você viu QUAL TIPO de Paraíso perdeu, ou QUAL mundo você criou com sua ambição, agora que você está mais consciente da tremenda burrada que fez ao preferir sua vida livre (ao invés de uma vida abundante pela vontade de Deus), o que fará para re-encaminhar sua mente até restaurar a amizade com Deus? Pense bem. Procure ver, pelo menos, se aquele Deus ali rejeitado, se por acaso Ele não se comunica com a Humanidade… – Siga o sussurro do Alto: Ele pode estar mais perto do que a Bíblia está de você.

…………………………………………………………………………………………..Prof. JV.

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Capas dos livros do Prof. JV

A figura abaixo fala por si…

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Prof. JV em Evento no Rio de Janeiro

A EAT estará presente em Evento Literário e Lingüístico na cidade do Rio de Janeiro na pessoa do seu Prof. João Valente de Miranda, com o qual participará de palestra e debate acerca de temas ligados à presença do Insólito na Literatura Ficcional do Reino Unido. Sua atuação fará parte de uma Comunicação Coordenada pela mestra e escritora GABRIELE GREGGERSEN, na qual serão apresentados os pensamentos e trabalhos de diversos pesquisadores e escritores, com apresentações seguidas de perguntas dos presentes aos comunicadores.

O Prof. JV chegará ao RJ em 1 (primeiro) de Novembro e retornará dia 6/11. O texto seguinte dá as coordenadas para quem quiser mais informações acerca do Evento.

V FELLI (Fórum de Estudos em Língua e Literatura Inglesa)

Temática Central: O insólito em língua inglesa

Local: Na UERJ, no Instituto de Letras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, de 3 a 5 de novembro de 2010.

Realização: Grupo de Pesquisa/Diretório CNPq – “Estudos Literários: Literatura; outras linguagens; outros discursos”

SePEL.UERJ – Seminário Permanente de Estudos Literários da UERJ / NDL – Núcleo de Desenvolvimento Linguístico

A 8ª versão do Painel e 2ª do Encontro Regional do Insólito Ficcional coincide com o V Fórum de Estudos em Língua e Literatura Inglesa (FELLI), realizado pelo Núcleo de Desenvolvimento e que tem por tradição ser um encontro inter e pluridisciplinar, agregando os interessados nas relações e interfaces entre os estudos de língua e literatura, suas possibilidades teóricas e práticas, seus aspectos discursivos, contextos e representações, identidades e memórias, práticas sociais e perspectivas pedagógicas. Neste evento serão privilegiadas as relações entre o insólito e suas manifestações nas literaturas de Língua Inglesa. Ao propormos o tema O insólito em língua inglesa sugerimos mais uma relação possível no espaço destas relações, através das investigações sobre a construção da narrativa ficcional e/ou sua recepção e/ou suas relações com a literatura infanto-juvenil.

…………………………………………………………………………A DIRETORIA

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ROSTOS DE FLORES

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LINK de Joy Davidman publica vídeo do StudiuJVS

A nossa singela homenagem ao Amor de Jack e Joy ganha o mundo, de tal modo que até o SITE WORLDNEWS, em seu menu dedicado à grande Helen Joy Davidman (única mulher na vida de Lewis) publicou o vídeo produzido pelo StudioJVS, empresa co-irmã da EAT, o que muito nos honra a todos nós. Para os irmãos e amigos da Escola de Aprofundamento Teológico de Fortaleza confirmarem esta tão alvissareira novidade, peço que cliquem no link abaixo e, ao ser aberto o SITE, escrevam no campo de busca (chamado “Multiple Video Search”) a expressão: “Jack e Joy”. Depois cliquem no vídeo chamado “Nós dois”. Ok? Vamos lá então…

<http://wn.com/Joy_Davidman>

O mesmo vídeo também foi publicado num SITE próprio a homenagens célebres, e mais uma vez o amor de Jack e Joy fica assim registrado e perenizado! Glória a Deus!… (Veja o link do SITE de homenagens abaixo):

<http://www.tymbark.oto.podhale.pl/list.php?q=Ao+amor+de+Jack+e+Joy&Submit=GO>

Como diziam os “Cavaleiros da Távola Redonda” após uma grande vitória: “TODAY is for us a Great DAY!”…

…………………………………………………………………………..A DIRETORIA.

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O DESTINOGRAMA

O INSÓLITO BATE À PORTA DO DESTINO

O primeiro livro ficcional produzido pela EAT já está publicado e disponível aos interessados e fãs da ficção científica, sobretudo aqueles que leram a “Trilogia Espacial” de CS Lewis.

Prof. JV acaba de publicar seu primeiro livro de “ficção” para a área de ficcionais da literatura brasileira. Como é de seu feitio, trata-se de mais uma obra inspirada por seus estudos nos livros do escritor CS Lewis e a ele dedicado, direcionada prioritariamente aos fãs do escritor, bem como aos seus alunos, professores e amigos internautas.

O livro trata da narrativa de uma viagem a um corpo celeste, atravessando o espaço profundo, por onde as personagens da Trilogia Lewisiana (sobretudo do livro “Longe do Planeta Silencioso” e “Esta Força Medonha’) tiveram as suas experiências como “astronautas” e com suas missões predeterminadas. Para quem gosta do gênero e do estudo de mistérios, a obra tem a ousadia de se imiscuir como “continuísta do pensamento de Jack”, e certamente agradará bastante a quantos gostem de CS Lewis e de sua antológica literatura. Recomendamos a todos os interessados reais e potenciais apreciadores do gênero, como que garantindo uma grata surpresa e grande satisfação para os leitores desse novo trabalho do Prof. JV.

Aqueles que quiserem embarcar nessa nova viagem sideral, queiram clicar nos links abaixo ou colá-los em suas barras de endereços.

LINK 1: <www.clubedeautores.com.br/book/31629–O_DESTINOGRAMA>

LINK 2: <http://agbook.com.br/book/31631–O_DESTINOGRAMA>

Muito obrigado.

…………………………………………………………………………………..A Diretoria.

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PROF. JV PUBLICA UM LIVRO ESCLARECEDOR

Já está publicado um livro bastante esclarecedor sobre a Mariologia (disciplina teológica que se dedica ao estudo de Maria), com ênfase sobre a questão da devoção à mãe de Jesus Cristo. É um compêndio surpreendentemente curto, mas sem papas na língua e no mesmo espírito daquelas obras que certa vez se explicaram assim: “Tudo aquilo que você queria saber sobre tal assunto e não tinha coragem de perguntar”.

O livro foi prefaciado pela mestra e doutora em História e Filosofia da Educação, a escritora germânica Gabriele Greggersen (<http://www.cslewis.com.br/>), autora dos livros “Antropologia Filosófica de CS Lewis”, “A Pedagogia Cristã na Obra de C.S. Lewis”, “O Senhor dos Anéis: da imaginação à ética”, “A Magia das Crônicas de Nárnia”, “O Evangelho de Nárnia”, “No Guarda-Roupa Mágico…” e outros que ela traduziu ou prefaciou, o que vem abrilhantar o árduo trabalho do Prof. JV, uma esmerada pesquisa pelas inúmeras fontes que tratam do assunto, coisa que se pode perceber pela vasta bibliografia (católica, protestante e até de outros credos) apontada ao final da obra, na qual todos os componentes foram honrosamente citados.

O livro não chega às 200 páginas e, por isso, deve ser considerado como um esforço tremendo de simplificação do tema para chegar a um resumo para o grande público, mas sem cometer omissões, até onde o autor foi capaz de investigar o assunto. Sua ênfase recai sobre a dicotomia presente nas duas visões majoritárias acerca de Maria (a católica e a protestante), das quais se pode concluir que ninguém expressou a matéria de modo completo, seja por interesse proselitista ou reducionista, seja por medo ou ignorância, seja por má interpretação bíblica ou autoeleição. Evidentemente, essas são coisas que serão sempre mais bem visualizadas na leitura e, por isso, este comentário é uma paupérrima síntese.

O autor também o escreveu lembrando a Era das Trevas da Idade Média, na qual o povo, ou praticamente toda a população “evangelizável”, mergulhou num declínio cultural e intelectual sem comparações, perdendo contato com o estudo da linguagem, da filosofia e de todas as “ciências”, por assim dizer, passando a valorizar sobremaneira o uso das artes e das imagens (só o que era visual “chegava” a atrair alguma atenção), o que curiosamente não difere muito do endeusamento da mídia que assistimos em nossa Era. Por causa disso, para atingir um povo cujos olhos só brilham “quando vê figurinhas”, o autor inseriu na obra várias imagens e fotos, com pequenos dizeres interpretados do texto, sempre nas proximidades do tema tratado.

Adicionou anexos igualmente esclarecedores, complementares e auxiliares ao argumento da obra, nos quais procurou mostrar a virtual isenção do autor para com as influências de quaisquer credos institucionalizados, embora isto não signifique que ele não seja membro de igreja ou que não veja nelas seu inegável valor. Reconhece, entretanto, os possíveis malefícios advindos não apenas da atual onda de comercialização da fé, mas também da burocratização da espiritualidade, o que contrastará sempre com a extrema humildade e simplicidade de Jesus, exemplo para Maria quando adulto e aluno da humildade de Maria na infância. Um dos anexos, inclusive, expõe a crença do autor na salvação das almas baseada no espírito de obediência que deve existir no coração dos fiéis, pontuando tanto as “obediências católicas” quanto as protestantes.

Em razão disso e com efeito, sustento a crença do autor de que, se alguém se levantar contra o argumento dessa obra, só o fará por uma das três razões, isoladas ou em conjunto: (1a) Não leu o livro todo; (2a) Leu-o todo, mas não soube interpretá-lo; (3a) Leu-o e interpretou-o bem, mas guardava interesses que viu ameaçados pelo livro, e me arrisco a supor que eram interesses proselitistas, os quais acreditaram – por medo oriundo de mera especulação – ver seus fiéis debandarem das velhas crenças, que julga únicas e capazes de mantê-los dentro dos quatro muros de sua denominação.

Finalmente, o livro também aborda o dia a dia simples daquela camponesa pobre da Galileia, cujas graças procurou Deus, ao longo dos séculos, até encontrar nela as virtudes indispensáveis para quem iria educar o Salvador, demonstrando, pela humildade dela, a qualidade por excelência do coração de Deus e modelo para toda a Humanidade. Por último, o livro é uma verdadeira apologia ao infinito mistério subjacente à figura exponencial de Maria, personagem e nome-chave de um enigma de profundidade inavaliável, cuja autonomia caberá apenas à fé de cada um, sem prejuízo de qualquer filiação a qualquer credo.

Recomendo a leitura, com todo prazer. Então, clique num dos LINKs seguintes.

LINK 1: http://clubedeautores.com.br/book/31168–RADIOGRAFIA_DE_MARIA ou

LINK 2: <http://agbook.com.br/book/31173–RADIOGRAFIA_DE_MARIA>.

…………………………………………………….Pr. Antônio Maltos (Diretor Geral da EAT).

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A QUESTÃO DO RESPEITO PRESSUPOSTO

Todo mundo fala de respeito ao próximo, que o respeito é essencial, que respeita a todos os seres humanos e coisa e tal, mas ninguém cumpre o respeito subentendido no amor ao próximo

Em nossa época de extrema hipocrisia, semi-pacifismos e descarada demagogia, não falta quem não venha a nós e se declare defensor do respeito ao próximo, incluindo-se no rol daqueles que respeitam ou mais respeitam os seus semelhantes. Até aí nenhuma de novidade na corte, e se não fosse a incômoda irritação provocada pela Palavra de Jesus, o assunto morreria aqui. Porém o Senhor foi mais longe, como sempre.

Tomemos por base a questão do adultério. Só se falava em pegar uma mulher infiel num tremendo flagra e levá-la ao juiz (ou ao sacerdote) e esperar a sentença de morte, geralmente por apedrejamento. Jesus veio e mostrou três novas óticas, uma em quem pratica, outra em quem julga e outra nEle, como Juiz de Deus. (1o) Para um homem que julga o seu próximo, Ele disse que tal sujeito deveria, de fato, era tirar a trave de seu olho, antes de ver o cisco do adultério de quem foi pego no flagra. (2o) Para quem pratica o ato, Ele disse que o adultério já foi praticado no momento em que uma pessoa olha para o(a) próximo(a) com desejo no coração, sobretudo homens que devoram mulheres com a visão. (3o) Para quem vai julgar a ambos, atribuição exclusiva dEle mesmo, o perdão é infinito, se e somente SE houver genuíno arrependimento e abandono do vício.

Pronto. São estes os novos postulados do entendimento do pecado carnal. Mas este não é o tema do presente artigo, até porque ele já foi bastante explorado. Nosso assunto é o RESPEITO ao próximo, para o qual todos dizem ser diligentes e solícitos. Vamos examinar isto.

Virou clichê enjoado e repetido ad nauseam qualquer um sair por aí a declarar que respeita a todas as opiniões, e que todos merecem respeito. Até em assuntos de política, religião e futebol, todos saem com o jargão de que nesses assuntos o único jeito é RESPEITAR a opinião alheia, EMBORA isto não significa que concorde, etc. e tal. Há até mesmo uma grande máxima que orienta sociedades e organizações humanas nas quais se diz, para seus membros ou servidores, o seguinte: “Não exigiremos que todos aqui se amem, como deveriam se amar; porém se isto não for possível, exige-se pelo menos que todos se respeitem, sem exceções”.

Dita desse modo, a máxima parece contemplar bem o que Jesus estipulou, e se não fosse o teor do Evangelho, esta talvez fosse a sentença final das Relações Humanas neste Planeta. Todavia mais uma vez Jesus foi mais longe, como no caso do adultério. O raciocínio dEle para o caso do “olhar com intenção impura no coração” nos autoriza a deduzir o seguinte.

Se para um homem praticar o pecado da fornicação, nem precisará transar com a mulher, ou que bastará olhar e desejar uma transa (Mateus 5,28), então é lícito inferir que para um homem desrespeitar outro bastará “pressupor” no seu pensamento que “aquele cara é falso, ignorante ou mentiroso”. O contrário também é verdadeiro: para que haja o RESPEITO LEGÍTIMO, o indivíduo precisará considerar mentalmente e previamente as virtudes do próximo, pelas quais ele merecerá o respeito público ou exterior! Então, é forçoso deduzir que SEM o respeito prévio na mente, não haverá respeito ALGUM na contabilidade de Deus, pois se o respeito se der apenas no mundo EXTERIOR do semelhante, ele não respeita de fato ninguém. É assim que Jesus pensava, e por suas explicações do adultério é exatamente isto que devemos concluir.

Com efeito, nos voltamos para nós mesmos e perguntamos: “A QUEM respeitamos assim? A quem consideramos tão bem que o indivíduo nem precisa falar nada, ou fazer nada, e nós já lhe devotamos as mais honrosas impressões?”… Temo que a resposta seja mesmo NINGUÉM. Alguns poderão dizer: “um respeito assim só devemos devotar a Deus, pois é o único SEM pecado!”. Sim, é verdade. Mas se aplicarmos a regra a qualquer outra pessoa, esta regra também se volta contra nós e assim merecemos o mesmo tratamento. E este Deus que você diz ser o único que merece respeito, foi Ele mesmo que nos deu a regra chamada “áurea”, a qual declara: “Tudo aquilo que queremos que os outros nos façam, devemos fazer também a eles”. E agora?

O mecanismo é este: se você quer ser respeitado, deve respeitar todo mundo. Mas isso só acontecerá se você pressupor mentalmente um enorme respeito por virtudes e qualidades alheias que você nem chega a perceber no próximo (aquelas pessoas que estão ou vivem perto de você), e por isso a melhor regra é a do Evangelho, ou seja, crer que há um “deus” dentro do coração do próximo, mesmo que você não veja esse deus ou nem creia nisso. Se você agir assim, formará uma corrente INVISÍVEL de respeito recíproco, de tal maneira que erradicará do mundo todas as brigas por inveja, orgulho, desconfiança, ciúme, etc., e contribuirá para salvar o mundo. As pessoas lhe tratarão bem, como se você fosse um deus, e a multiplicação desta virtude formará um novo paraíso na Terra. Entenda: é um compromisso íntimo de crença nas virtudes alheias, crença que pensa, analisa e descobre (ela é, inexoravelmente, a única ferramenta capaz de levar alguém a crer intimamente em SUAS virtudes, gerando uma atmosfera de respeito, este sim, tão verdadeiro quanto Deus; é preciso DECIDIR mudar a forma de pensar sobre o ser humano, para alcançar este nível de bem-querença universal, absolutamente divinizadora do Planeta Terra).

Você dirá, como sempre, que tudo isto não passa de mais uma utopia evangélica! Sim, pode ser; mas se tratarmos as coisas de Deus como utópicas, estaremos apenas cobrindo mais ainda o mundo da escuridão que já o domina há milênios, e nós dentro dela! E nesta escuridão morreremos, até o dia em que, sem enxergar nada, a única Luz passará despercebida. Aliás, esta escuridão já está nas mentes que não enxergam Jesus no próximo, quando Ele mesmo disse que não O enxergamos no pobre e no excluído, ou “nos pequeninos” (Mt 25,40).

Por último, perdendo toda a sua popularidade, pare de dizer que respeita o próximo, pois se não pressupor este respeito previamente no nascedouro de seus pensamentos, não estará respeitando ninguém e coisa nenhuma, e certamente nem merecerá o respeito de Deus.

……………………………………………………………………………………..Prof. JV.

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